Luís Marques: Saída da Impresa "é pacífica" e "o fim de um ciclo"

O ainda administrador abandona o grupo quase oito anos depois e diz que agora é tempo para descansar

É oficial. Luís Marques vai deixar a Impresa, dona da SIC, a 6 de março, dois dias depois da apresentação de contas do grupo de Balsemão. A decisão foi hoje anunciada e confirmada ao DN pelo ainda administrador e diretor geral da SIC: "É uma saída totalmente pacífica. Está na altura de mudar de vida. Estou no cargo desde 2008 e foram anos de trabalho intenso, de muitas dificuldades, mas também de muitas alegrias, como é o caso do crescimento da ficção nacional na SIC". Marques recorda que "2008 e 2009 foram anos muito duros" em que foi preciso "fazer uma reestruturação profunda, nomeadamente com a venda de três empresas do grupo, e com a redefinição de toda a programação. "Estou contente e estamos todos conscientes do trabalho que fizemos".

O ainda administrador prevê a saída efetiva do grupo "nos próximos meses", apesar de formalmente 6 de março ser a data de mudança. "Não vou ficar como consultor do grupo, como já li por aí. Apenas nos próximos meses vou colaborar e fazer a passagem de testemunho em áreas sensíveis que tenho acompanhado, como é o caso da ficção e outros dossiês", disse Luís Marques, para quem esta decisão "estava a ser tomada há vários meses". "Isto não tem nada a ver com a saída do Pedro Norton e entrada do Francisco Pedro Balsemão [que assumirá na mesma data o cargo de CEO do grupo]. Aproveitou-se esta mudança para encerrar um ciclo e abrir outro".

Quanto ao futuro, Luís Marques só pensa, para já, numa coisa: "Agora só quero descansar. Depois, logo se verá". Aos 63 anos, o responsável abandona a empresa onde estava desde 2008, depois de seis anos como administrador da RTP. Esta foi, porém, a segunda passagem de Marques por Carnaxide, já que o ainda administrador pertence à equipa fundadora da SIC, enquanto jornalista, em 1992, de onde saiu quase dez anos depois.

Em comunicado, a Impresa agradece a Luís Marques todo o "empenho e dedicação que sempre mostrou como jornalista do Expresso e da SIC e, no passado mais recente, como diretor geral da SIC e como COO responsável pelos conteúdos, como também pelas suas competências técnicas transversais e capacidade de gestão e liderança consensualmente reconhecidas".

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