Evans deixa "Top Gear". Polícia investiga agressão sexual

O apresentador acaba de anunciar que deixa o formato da BBC devido às baixas audiências. A Polícia Metropolitana de Londres confirmou investigações a alegadas agressões sexuais que podem envolver Evans

Chris Evans vai deixar de apresentar o magazine de desportos motorizados da BBC. "Vou deixar o Top Gear. Dei o meu melhor, mas por vezes isso não é suficiente. A equipa [de produção] é a melhor, desejo-lhe tudo de bom", escreveu o apresentador na sua página de Twitter, acrescentando que se mantém à frente dos restantes projetos que tem com a estação pública britânica.

Em causa estão as audiências. O episódio que foi emitido este domingo, o último da primeira temporada, teve 1,9 mil espectadores e fez 8,7 por cento de share, um resultado mais baixo do que qualquer programa apresentado anteriormente por Jeremy Clarkson. "Ficar de fora é o melhor que posso fazer para ajudar à causa", cita o The Telegraph.

Mark Linsey, diretor da BBC Studio, confirmou a saída. "Ele acredita firmemente que as pessoas certas vão permanecer [no formato], tanto a equipa de produção como os restantes apresentadores, e que vão levar o programa para a frente e torná-lo no sucesso que queremos que seja", referiu.

Estas não são as únicas notícias sobre o apresentador neste início de semana. De acordo com o mesmo jornal, o anúncio da saída de Evans surge depois de, também esta manhã, a Polícia Metropolitana da área de Londres (PM) ter confirmado investigações a uma alegada agressão sexual, após o apresentador ter sido acusado de agarrar os seios de uma colega na década de 1990.

"A acusação foi feita por uma mulher contra um homem, e refere-se a incidentes ocorridos em Tower Hamlets na década de 1990", explicou a polícia ao The Telegraph, que recorda que o programa que Evans apresentava nessa época, The Big Breakfast, era gravado nesse local. Em maio passado, o site de notícias Heat Street avançou que Evans estava a ser acusado por uma mulher com quem trabalhou de agressão sexual. Evans negou nesse instante a acusação, apelidando-a de "ridícula".

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