Eurovisão: Três rostos da RTP e "o nosso Cristiano Ronaldo da representação"

Gonçalo Madaíl, diretor criativo da Eurovisão, explica a escolha de Catarina Furtado, Sílvia Alberto, Daniela Ruah e Filomena Cautela para a apresentação do concurso.

Gonçalo Madaíl, diretor criativo da Eurovisão, é o primeiro admitir: Daniela Ruah é o nome mais surpreendente no quarteto que, pela primeira vez na história da Eurovisão, assume a condução das semifinais de 8 e 10 de maio e da final do dia 12. Catarina Furtado, Sílvia Alberto e Filomena Cautela, "expectáveis", completam o que o responsável apelida de "quarteto maravilha".

"A Daniela Ruah é a atriz portuguesa com mais hype mediático a nível mundial. É o nosso Cristiano Ronaldo, o nosso José Mourinho dos atores e da representação", descreve Gonçalo Madaíl, explicando o convite. "Além disso, é uma atriz tremendamente reconhecida na Europa", refere, lembrando o papel da atriz como Kensi Blye na série NCIS: Los Angeles. "Eles obviamente conheciam-na".

"A Catarina é um rosto de proa da nossa casa, uma embaixadora de causas que a RTP bem protege e bem defende e portanto a Catarina é muito mais do que um rosto que faz programas de entretenimento, é alguém que consideramos ser um património da RTP e teria de estar num momento como este". Via Instagram, a apresentadora descreveu o convite como uma "honra".

Sílvia Alberto, que desde 2008 apresenta o Festival da Canção, é a veterana do grupo. "Tem um histórico com a própria Eurovisão. É, talvez, do nosso lado, a apresentadora que mais vezes acompanhou comitivas e ela vive muito a Eurovisão, até a título pessoal", explica Madaíl ao DN. "Tendo feitoestes dez anos estaria neste grande momento", acrescenta o diretor criativo. Dessa experiência falou a própria apresentadora nas redes sociais. "Viajei com a delegação portuguesa e vi o palco arrebatador do concurso mais antigo da Europa bem de perto a partir da cabine de locução. Sonhei com a vitória portuguesa. Agora, precisamente 10 anos depois, subo ao palco da Eurovisão..."

É, para Filomena Cautela, e nas palavras da própria, "o maior evento que alguma vez fiz no meu caminho". A apresentadora do Cinco para a Meia Noite , que participou num grande evento do género, em 2009, na entrega dos prémios MTV em Lisboa, um facto também lembrando por Gonçalo Madaíl. "Tem a ver com uma boa disposição, humor, que tem trazido, penso que uma das grandes estrelas do ano passado foi a Filomena na Green Room". A apresentadora agradeceu a confiança no Instagram. "Obrigada a todos os que ao longo destes meses foram mostrando a vontade que eu estivesse por lá".

O quarto de apresentadoras foi uma proposta da RTP à EBU - European Broadcast Union, a entidade que reúne as televisões públicas de toda a Europa. É uma inovação, como o foram os três apresentadores de 2017 na final de Kiev que Portugal venceu.

Num momento em que o lugar das mulheres na indústria do entretenimento tem estado na ordem do dia, Gonçalo Madaíl admite que essa questão pesou, mas não foi o único. "O nosso primeiro critério foi a qualidade, queríamos as melhores". "Elas são as melhores para o registo que queremos imprimir na Eurovisão este ano. São as que melhor emanam o espírito que queremos passar". Completa: "Serem mulheres é a cereja em cima do bolo, nesse sentido, é uma demonstração de que a RTP tem essa preocupação, mas o primeiro critério foi a qualidade e competência".

O guião da Eurovisão ainda nada está fechado. Só há uma certeza: "Vão ser os quatro rostos dos três espetáculos - semifinais e final. Elas vão estar no cenário, na sala, na Green Room, na passerelle..." E nos ecrãs dos cerca de 200 milhões de espectadores que acompanham o concurso.

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