Eleições de 25 de abril de 1975

Um ano exato depois da Revolução de Abril, os portugueses foram chamados às urnas para eleger a Assembleia Constituinte. Mais de 90% dos eleitores votaram

O PS ganhou com 38%, o PSD (então PPD) foi segundo e o PCP ficou em terceiro. A votação comunista, que se ficou pelos 12,5%, foi a grande surpresa das eleições constituintes de 25 de abril de 1975, cobertas por cerca de 600 jornalistas estrangeiros. Na edição de dia 27, já com os resultados quase finais, o DN escrevia em grandes letras na primeira página "Confirmada a via socialista", tendo como antetítulo "Venceu a Aliança Povo-MFA". O CDS foi o quarto partido mais votado e elegeram ainda deputados o MDP-CDE, a UDP e a ADIM, um partido representativo dos portugueses de Macau. Menos de um ano depois, a 2 de abril de 1976, a nova Constituição era aprovada, com os votos favoráveis de todos os deputados com exceção dos do CDS, estando em vigor até hoje, embora revista. A 25 de abril de 1976, realizaram-se as primeiras legislativas, de novo com vitória dos socialistas liderados por Mário Soares, com 35%. O que baixou também foi a participação eleitoral, pois foi de 83,5%, já longe da fasquia dos 90% das constituintes.

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Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.