Discovery entra no mundo dos detetives com nova série

A reabertura de um caso de homicídio, após 18 anos, marca o arranque da série documental "Killing Fields"

Uma espécie de True Detective da vida real. É assim Killing Fields, a nova série documental que o Discovery estreia esta segunda-feira, às 21.00 e que segue o dia-a-dia de três detetives diferentes na forma de estar e trabalhar, um veterano e recém-reformado e dois mais jovens, na reabertura de um caso real de homicídio que foi encerrado há 18 anos sem conclusão. Gravado em tempo real, a série documental conta com produtores de peso: Tom Fontana (argumentista da série Oz) e Barry Levinson (o oscarizado realizador de Bom Dia, Vietname e Encontro de Irmãos).

Ao longo de seis episódios, Rodie Sánchez (que trabalhou neste caso na primeira vez), Aubrey St. Angelo e Leslie Bradford voltam à zona do crime, na pacata Iberville Parish, no estado de Louisiana, EUA, para investigar a morte de Eugenia Boisfontaine, encontrada morta aos 34 anos, em 1997, no pântano da cidade, com o corpo mutilado. "Sinto que as novas tecnologias vão ser uma grande vantagem para a tentativa de resolução do homicídio agora. Mas o maior desafio de um caso encerrado é o tempo que já passou e que levou muita coisa consigo. Esse será o problema difícil de resolver. Em 1997, dizem os detetives mais velhos, havia falta de pessoal e eles estavam carregados de trabalho", conta ao nosso jornal o detetive Aubrey St. Angelo.

O norte-americano acrescenta que Killing Fields se distingue de formatos semelhantes por não recorrer a reconstituições e explica que inicialmente se mostrou reticente à presença das câmaras. "Quando percebi que a reabertura do caso iria envolver filmagens, não quis fazer parte dele. A minha profissão não é entretenimento. É um serviço e algo a que me dedico". Mas acabou por mudar de ideias. "As câmaras não nos atrapalham nem afetam a investigação. Tenho um novo respeito pelos media. Nunca pensei que o Discovery pudesse produzir um produto de forma tão bonita", revela St. Angelo.

A série estreou-se em janeiro nos EUA com uma audiência de dois milhões de espectadores, o que levou o Discovery a encomendar seis novos episódios.

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