Bull, a nova série inspirada no Dr. Phil que a TV não mostrou

Com Spielberg na produção, a trama baseia-se na anterior carreira do psicólogo Phil McGraw como consultor de julgamentos. Michael Weatherly, o protagonista, fala ao DN

Não será exagerado achar-se que a grande maioria do público conhece Phil McGraw como Dr. Phil, o psicólogo norte-americano de 66 anos e condutor do talk show homónimo de êxito, nos EUA, a reboque da popularidade ganha, anos antes, na sua rubrica no The Oprah Winfrey Show.

Mas existe outro Phil McGraw. No início da sua carreira, em 1990, o psicólogo fundou a Courtroom Sciences Inc., que se tornou uma das mais produtivas empresas de consultoria de direito. É neste seu antigo papel de consultor de julgamentos que se baseia Bull, a nova série que a Fox estreou recentemente entre nós, que foi criada e produzida pelo próprio Phil McGraw e que conta ainda com Steven Spielberg como um dos produtores executivos.

O cabeça-de-cartaz é Michael Weatherly, o ator norte-americano de 48 anos que ficou mundialmente conhecido pela sua participação de 13 anos em Investigação Criminal. Ao longo destes 22 episódios, o carismático e humorado Jason Bull criará estratégias de defesa para casos em julgamento, ao combinar psicologia, intuição, tecnologia e conseguindo identificar e antecipar padrões de comportamento no júri, advogados e testemunhas, ao lado da sua equipa de especialistas.

Em exclusivo ao DN, Weatherly recusa que Bull seja uma crítica à justiça nos EUA. "Acho que a série está a olhar para algo maior do que o sistema judicial norte-americano. Quando o Bull está a analisar um júri, ele está, na verdade, a analisar o comportamento humano. A minha intenção com esta série é tentar perceber as pessoas. Especialmente num ano eleitoral como este, em que vimos uma população muito dividida politicamente, é importante perceber como as pessoas pensam. Vale a pena examinar isto", revela o ator. "Quer se fale de política, de publicidade ou do sistema judicial, a coisa mais importante que se pode fazer é perceber o mundo à nossa volta, permanecendo aberto e curioso, e nunca retrógrado", acrescenta Michael Weatherly.

Interpretando alguém que consegue antecipar o que o outro está a pensar, o que diria este Jason Bull sobre o ator que lhe dá vida? "Acho que o Bull me tirava a pinta muito rapidamente. E é por isso que é tão divertido interpretá-lo. Sou muito mais parecido com Bull do que com DiNozzo [a sua personagem em Investigação Criminal] por isso talvez Bull começasse a olhar mais para si próprio", conta o ator.

O input de Steven Spielberg

O ator é um fã confesso de Spielberg, um dos produtores da série, e conta que, quando Bull foi encomendada, esteve duas horas e meia à conversa com o realizador, falando não só sobre esta trama mas também de assuntos como Steve McQueen e Encontros Imediatos do Terceiro Grau, por exemplo.

"Ele tem dado o seu contributo até este dia. Toda a gente sabe que ele é um homem muito ocupado com os seus filmes e outras coisas, mas sempre que o seu nome é mencionado, sinto-me orgulhoso por ele estar envolvido." Michael Weatherly adianta também: "Qualquer primeira temporada de uma série funciona à base da tentativa e do erro mas acho que estamos cada vez mais próximos daquilo que eu e ele falámos [nessa primeira conversa]", revela o ator.

Weatherly confessa ao DN que a transição do agente DiNozzo de Investigação Criminal para este novo Jason Bull não foi difícil, até porque existiu um período de distância de dois anos entre as duas. "De um ponto de vista profissional, DiNozzo consumiu-me uma grande quantidade de tempo. Criativa e pessoalmente, foi uma personagem que controlou muito a minha vida. Não estava à espera de saltar para algo que fosse tão consumidor [como Bull] mas não tem sido uma transição difícil. Acho que costuma ser mais complicada para outros atores do que para mim", frisa Michael Weatherly, que contracena com atores como Freddy Rodríguez, Geneva Carr, Annabelle Attanasio e Chris Jackson.

Uma segunda temporada da trama ainda não foi oficialmente confirmada pela CBS, que a emite nos EUA, até porque a primeira leva de episódios só termina na primavera. Mas a avaliar pela audiência da série, que oscila entre os 10 e os 15 milhões de espectadores por episódio nesse país, tudo aponta para que Jason Bull esteja para ficar.

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