A inocência destruída domina as imagens do World Press Photo

Um bebé a ser passado por uma vedação, na fronteira entre a Sérvia e a Hungria, crianças feridas na guerra da Síria e os meninos escravos do Senegal

Foram 5775 os fotógrafos de 128 países que concorreram ao maior e mais importante prémio de fotojornalismo do mundo, num total de quase 83 mil imagens. Quarenta e um profissionais foram premiados. São mais de 150 fotografias vencedoras que podem ser vistas a partir desta quinta-feira, e até 22 de maio, no Museu da Eletricidade, em Lisboa

Mário Cruz, de 28 anos, fotógrafo da Agência Lusa, está entre os premiados. Venceu o 1º prémio de Reportagem na categoria Assuntos Atuais com o trabalho Talibés, Escravos dos Tempos Modernos, sobre os meninos do Senegal que são obrigados a mendigar nas ruas e em troca recebem abusos físicos e alguns são mesmo violados pelos professores.

"Já não tenho medo da morte", confessou a Mário Cruz um dos meninos que fugiu de uma dessas falsas escolas religiosas. O trabalho do fotógrafo português vai ser usado pelo Governo do Senegal para sensibilizar a população sobre a vida terrível destas crianças.

A fotografia que venceu o principal prémio - Imagem do Ano - é da autoria do fotógrafo australiano Warren Richardson, que conseguiu captar o momento em que dois refugiados passam um bebé pela vedação da fronteira entre a Hungria e a Sérvia e retrata a crise dos refugiados que marca o ano de 2015.

A guerra na Síria, a fuga dos refugiados pelo Mediterrâneo, mas também um ensaio sobre as mulheres soldados norte-americanas que são vítimas de violação e os últimos dias de vida de um casal, ambos doentes oncológicos, também são temas presentes na exposição. A esperança vem pela mão do fotógrafo brasileiro Maurício Lima, que fotografou crianças índias a brincar na Amazónia.

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