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RTPFoto: Pedro Rocha / Global Imagens

Comissão de Trabalhadores da RTP diz que Administração propõe aumento de 7,50 euros e apela para mobilização

Comissão de Trabalhadores da RTP lembra que recomendação do Governo para o setor empresarial do Estado aponta para aumentos de 56,58 euros.
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A Comissão de Trabalhadores da RTP avançou esta quinta-feira, 26 de março, que a Administração propôs um aumento salarial de 7,50 euros, abaixo da recomendação do Governo, e apelou para a adesão ao plenário agendado para esta sexta-feira.

“A proposta apresentada pela Administração para a revisão do Acordo da Empresa é um insulto deliberado a quem, todos os dias, assegura o serviço público de media. Perante a recomendação do Governo para o setor empresarial do Estado, que aponta para aumentos de 56,58 euros, a Administração responde com 7,50 euros”, lê-se num comunicado conjunto da Comissão de Trabalhadores (CT) da RTP e da Subcomissão de Trabalhadores do Porto, a que a Lusa teve acesso.

A proposta inicial da Administração foi de um aumento de cinco euros.

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Segundo a mesma nota, a Administração da estação pública quer ainda eliminar os 3% de desconto para o seguro de complemento de reforma, acabar com o subsídio de deslocação e que o trabalhador tenha que pagar três vezes mais pelo seguro.

Por outro lado, o valor do subsídio de refeição não vai sofrer alterações, “apesar do aumento dos custos nos refeitórios da empresa e fora deles”.

A CT da RTP e a subcomissão do Porto assinalaram ainda que a recusa do ministro da Presidência, Leitão Amaro, em atualizar a Contribuição para o Audiovisual, que está indexada à inflação, retira, este ano, aproximadamente seis milhões de euros à empresa.

Desde 2017, a perda acumulada corresponde a 135 milhões de euros.

Para os trabalhadores, o que está em causa é uma “conivência preocupante entre o Conselho de Administração e o Governo no asfixiamento do serviço público de media”.

A CT da RTP e a Subcomissão de Trabalhadores do Porto apelam, assim, para a participação no plenário agendado para esta sexta-feira, às 14:30, em Lisboa, no Porto e por meios telemáticos.

“Não estamos perante uma negociação comum, mas perante uma escolha decisiva: ou aceitamos o empobrecimento ou exigimos respeito”, vincaram.

A Lusa contactou a RTP e aguarda uma resposta.

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