Volta a Portugal: 4.ª etapa - Declarações

Declarações no final da terceira etapa da 80.ª Volta a Portugal de bicicleta, que ligou hoje a Guarda e as Penhas da Saúde (Covilhã), num total de 144,3 quilómetros:

Raúl Alarcón, Esp, W52-FC Porto (vencedor da etapa e líder da classificação geral): "Vi o Jóni a ganhar muito tempo e decidi atacar. O Toni [António Carvalho] estava ajudar para cortar tempo, mas já não conseguia mais, por isso tinha de tentar eu recuperar tempo. Consegui chegar ao Jóni e tentei ganhar um pouco mais de tempo.

Nunca se sabe [o quer vai acontecer]. Outros corredores sabem que estão muito longe de nós e vão tentar muitas coisas na corrida.

É verdade que tenho mais tempo, mas temos de estar sempre muito atentos, porque são bons corredores e temos de estar sempre muito atentos a eles.

Agora, [Jóni Brandão] é o mais próximo. Temos de não o deixar fugir como hoje. Hoje estava um bocado mais difícil, mas no final consegui apanhá-lo e ganhar um pouco mais de tempo.

Vamos ver, temos de falar tudo. Em outros anos, estava o Gustavo ou outros corredores mais perto de mim ou eu deles. Agora tenho de dar o máximo para vencer a Volta a Portugal.

Agora só temos uma peça para mexer, que sou eu. Outras vezes tínhamos o Toni [António Carvalho], o Gustavo, com o Rui [Vinhas] estava eu. Fica um bocado mais difícil".

Jóni Brandão, Por, Sporting-Tavira (segundo na etapa e na classificação geral): "Eu faço a minha corrida, limito-me a correr com a tática que tenho delineada desde o início. Desta vez a tática não era atacar lá de baixo e sim na parte mais dura da etapa e não parar. Foi isso que fiz. Tive boas pernas, mas dou os parabéns ao Raúl [Alarcón], porque está muito forte.

Acreditei que era o meu dia, mas este ano estou a fazer tantas vezes segundo. A vitória ainda não me sorriu, mas vou continuar a lutar por ela.

Todos os dias na Volta a Portugal são importantes. Este ano, todos os dias são duros. Vou continuar a atacar, porque não fico convencido com o segundo lugar e prometo luta até ao final.

Até ao final da Volta, ainda há muita montanha, e esperamos ter força para continuar a atacar para conseguirmos o que queremos, que é vencer a Volta a Portugal.

Acho que a luta não está reduzida a dois, porque acho que ainda há alguns ciclistas que podem lutar pela vitória. Muita coisa pode acontecer".

Vicente García de Mateos, Esp, Aviludo-Louletano (terceiro classificado da geral): "No final houve muitas mudanças de ritmo. Foram-se embora o Raúl [Alarcón] e Jóni [Brandão], não pude entrar. Parecia que estava numa crise e não me recuperei. Mas é a mesma história de sempre, ficam na roda os portugueses, não puxam nem um metro.

Não sei a que jogam. Jogam para ser quintos ou sextos na geral. Não sei se esse objetivo está bom para eles. Para mim não, já o demonstrei e vou continuar a demonstrá-lo até ao final da Volta.

Está claro que está difícil. Mas se ele [Raúl Alarcón] e o Jóni estão por cima, pode ser que na última semana e na Senhora da Graça seja ao contrário".

Nuno Ribeiro (diretor desportivo da W52-FC Porto): "Hoje era um dia decisivo na Volta a Portugal. Tudo fizemos para manter a camisola amarela. Ainda por cima conseguimos ganhar a etapa, que é bom para nós.

O [Raúl] Alarcón era o líder da nossa equipa. Era ele e o Gustavo [Veloso], que, infelizmente, passou mal. Vamos tentar manter a camisola amarela até ao fim".

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