Universidade do Algarve 'mostra-se' em Macau para atrair novos alunos

Representantes da Universidade do Algarve (UAlg) estão a partir de hoje em Macau, na China, para dar a conhecer a academia e a sua oferta formativa, no sentido de atrair novos alunos daquela região administrativa especial.

Depois do crescimento do número de estudantes oriundos do Brasil, a academia algarvia quer agora atrair estudantes macaenses, que poderão candidatar-se a cursos de licenciatura, mas também de mestrado e de doutoramento, complementares à oferta de formação superior existente em Macau, disse à Lusa o porta-voz da UAlg.

"Após o sucesso registado com o crescimento de candidaturas do Brasil, em que só neste ano letivo se matricularam mais de 200 novos alunos para frequência completa de uma licenciatura, as expetativas são a de que o número de alunos provenientes da China, e em particular de Macau, venha a registar um crescimento nos próximos anos", referiu André Botelheiro.

De acordo com o responsável, que até sexta-feira estará em Macau para se reunir com representantes de várias instituições e colégios, a UAlg leciona cursos "que não existem em Macau e que têm procura por parte dos estudantes e do mercado de trabalho", nomeadamente nas áreas do Turismo e das Ciências da Saúde, do Mar, do Ambiente e da Educação.

"Acreditamos que esta oferta complementar é uma mais-valia para a consolidação de uma sociedade cada vez mais qualificada no território de Macau", sublinhou, observando que um estudante internacional que frequente e obtenha o grau de licenciado na UAlg num dos cursos que permitem o acesso ao Mestrado Integrado a Medicina pode concorrer ao mesmo.

Para André Botelheiro, esta possibilidade é "muito interessante para um largo número de estudantes em Macau que não têm facilidade de acesso a esta área de estudo".

Outra novidade para os alunos internacionais é a possibilidade, já no próximo ano letivo, de frequentarem a licenciatura em Biologia Marinha, umas das áreas fortes da Universidade do Algarve, com aulas e exames em Inglês.

A formação de quadros bilingues é um dos vetores que fundamentaram o protocolo assinado no final de setembro entre o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e a Região Administrativa Especial de Macau, e que vai simplificar o acesso daqueles estudantes às instituições de ensino superior em Portugal.

"O aumento da formação de quadros bilingues português/mandarim é uma vantagem na medida em que dá resposta a uma enorme demanda de um mercado lusófono à escala global", observou André Botelheiro, acrescentando que, em paralelo, a China tem uma presença cada vez mais forte nos países que falam português.

Segundo o porta-voz da UAlg, "Portugal é para a China uma importante plataforma de acesso ao espaço da lusofonia e à Europa", pelo que, quantos mais portugueses dominarem o mandarim, "maior serão as capacidades do nosso país em afirmar-se à escala global".

Com este acordo, os membros do CRUP acordaram utilizar os resultados do Exame Unificado de Acesso às Instituições de Ensino Superior de Macau como ferramenta de seleção e ingresso dos estudantes daquela região nas universidades portuguesas.

No caso da Universidade do Algarve, os estudantes macaenses podem mesmo candidatar-se 'online' através do sítio de internet da instituição www.ualg.pt.

Mais de 16% da população académica da UAlg é constituída por estudantes internacionais, provenientes de mais de 70 nacionalidades.

No ano letivo de 2016/17, havia na instituição mais de 1.250 estudantes estrangeiros, na sua maioria oriundos do Brasil (503), mas também de Espanha (102), Alemanha (51), Cabo Verde (50) e Itália (44).

Para este ano, a UAlg prevê um crescimento que poderá fazer com que se ultrapassem os 1.400 estudantes estrangeiros.

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