Sociólogo guineense Miguel Barros vence prémio africano em pesquisa e impacto social

O sociólogo e investigador guineense Miguel de Barros venceu o prémio humanitário Pan-Africano de Excelência em Pesquisa e Impacto Social.

O prémio foi atribuído a 17 de novembro durante a quarta edição da Gala Pan-African Humanitarian, que decorreu em Marrocos.

"Este prémio acaba por demonstrar que independentemente da ausência de investimento público no apoio e promoção da pesquisa científica o país tem desenvolvido várias iniciativas e programas com investigadores nacionais que têm promovido não só a investigação fundamental, mas também pesquisa aplicada que tem gerado utilidade pública", afirmou Miguel Barros.

Sublinhando que a Guiné-Bissau enfrenta um "momento difícil e complexo" onde as questões políticas acabam por ganhar mais espaço, Miguel Barros sublinhou que o prémio acaba por demonstrar que os guineenses têm tido "alguma capacidade de projetar o país em "outras dimensões, em outros domínios".

"É um elemento gerador de esperança e de crença sobre aquilo que são as nossas capacidades", afirmou.

Para Miguel Barros, o prémio também é importante, porque demonstra como a Guiné-Bissau e as suas experiências "são reconhecidas dentro" do continente africano, podendo servir de aprendizagem para outros países africanos.

O sociólogo deixou também uma mensagem para as gerações mais novas, salientando que os guineenses devem acreditar no seu trabalho.

"Devemos acreditar imenso no nosso país, porque nos dá possibilidade de conhecer perspetivas de conhecimento e de transformação e é dentro deste panorama que vamos conseguir ultrapassar a situação difícil que estamos a viver neste momento", disse.

Miguel de Barros estudou no ISCTE, em Portugal, e é investigador sénior do Instituto Nacional de Estudos e de Pesquisa.

Desde 2012, que exerce funções de diretor executivo da organização não-governamental guineense Tiniguena.

Fundou também a Corubal, uma cooperativa de produção e divulgação cultural e científica.

O ano passado, a deputada guineense Susy Barbosa também foi distinguida com o prémio humanitário Pan-Africano pelo seu trabalho desenvolvido na área da liderança social e defesa do género.

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