Situação no Hospital Tondela-Viseu será resolvida a breve prazo - ministro

O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, afirmou hoje em Coimbra que a situação no Hospital Tondela-Viseu, onde os diretores de serviços apresentaram a suspensão de funções, será resolvida a breve prazo.

Os diretores de serviços, de unidades e coordenadores de valências do Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV) apresentaram, na segunda-feira, a suspensão de funções, em protesto contra a "degradação progressiva de vários serviços" no estabelecimento.

"Nós temos a certeza que será resolvido a breve prazo", afirmou hoje aos jornalistas Adalberto Campos Fernandes, sobre a suspensão de funções dos diretores de serviços.

Questionado pelos jornalistas, o ministro da Saúde referiu que, segundo teve conhecimento, "é um problema entre parte do Conselho de Administração e os dirigentes".

"A presidente da Administração Regional de Saúde e o presidente do Conselho de Administração estão a procurar resolvê-lo", referiu.

Desvalorizando a situação, Adalberto Campos Fernandes alegou que aquilo que aconteceu no CHTV "acontece em todas as organizações".

"Por vezes, há desalinhamento entre quem dirige e quem é dirigido", disse o ministro da Saúde.

Os responsáveis dos diferentes serviços do CHTV apresentaram na segunda-feira, formalmente, "a suspensão imediata" das suas funções na direção dos serviços" por diversas razões "alicerçadas nos inúmeros problemas particulares de cada serviço", afirmam num documento a que a agência Lusa teve acesso.

"O desaparecimento completo da atividade do diretor clínico" e a "completamente inaceitável (e "mais grave") substituição, em manifestações públicas da vida clínica hospitalar pelo vogal executivo [do conselho de administração]", engenheiro [Francisco] Faro" é outro dos motivos apontados pelos subscritores do documento, dirigido ao diretor clínico e, por inerência do cargo, presidente da administração do CHTV, Cílio Correia.

"A degradação progressiva de vários serviços, alguns deles com uma influência direta e transversal na dinâmica hospitalar" que, se persistir, "terá uma repercussão irreparável no tratamento e orientação de muitos doentes", como recentemente transmitiram aos responsáveis, é igualmente referida pelos diretores e coordenadores de serviços do CHTV para explicarem a sua decisão.

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