Sindicato saúda aumento de efetivos policiais anunciados pelo MAI para os Açores

O Sindicato Nacional de Polícia (SINAPOL) nos Açores congratulou-se hoje com o anúncio feito pelo ministro da Administração Interna (MAI) de reforço de efetivos para a região, vincando que este aumento tem de ser "real".

"O número anunciado deverá ser real, isto é, deverá ter em atenção o número de pedidos de deslocação para o continente, dos pedidos de pré e aposentação que se encontram em curso, relembrando que o efetivo nos Açores está há largos anos deficitário e anualmente mais envelhecido", considera nota do SINAPOL dos Açores enviada às redações.

Na terça-feira, no primeiro de dois dias de visita aos Açores, o ministro Eduardo Cabrita teceu elogios aos indicadores de segurança nos Açores, sinalizando que, dos atuais 400 elementos da Polícia de Segurança Pública (PSP) em formação, cerca de 40 irão ser colocados na região.

O número, diz o sindicato, "vai ao encontro das revindicações feitas" junto do Governo Regional e do ministério da Administração Interna.

Em declarações feitas em Ponta Delgada, depois de um encontro com o presidente do Governo dos Açores, o ministro Eduardo Cabrita destacou na terça-feira o papel da região autónoma no contributo para "uma das maiores vantagens competitivas que Portugal tem", que é a de ser "um dos países mais seguros do mundo".

"A segurança está associada àquilo que é o sucesso do turismo na Região Autónoma dos Açores", prosseguiu Eduardo Cabrita, reforçando que, no caso da PSP, há atualmente 400 agentes "em formação, e uma parcela que se aproximará de 10% desse efetivo", cerca de 40, será colocada nos Açores.

O governante sublinhou ser prioritária uma nova esquadra no município da Ribeira Grande, embora tal dependa nesta fase de um plano da autarquia, prosseguiu.

Os "trabalhos em curso" no município do Nordeste, "ações de requalificação de esquadras em várias ilhas" e o "equacionar de uma localização permanente para a PSP na ilha do Corvo" foram outros dos temas abordados na reunião com o chefe do executivo açoriano, o socialista Vasco Cordeiro.

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