Sindicato da Função Pública pede aos partidos soluções para a Administração Pública

Lisboa, 09 mai 2019 (Lusa) - O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (Sintap) apelou hoje aos partidos para que discutam soluções para a Administração Pública em vez de a estarem a usar no combate político.

"Lamentamos a confusão que tem sido feita em torno de números relacionados com os trabalhadores da Administração Pública e apelamos aos partidos para que discutam verdadeiramente soluções para a Administração Pública e não façam disto uma arma para o combate político", disse à agência Lusa o secretário-geral do Sintap, José Abraão, no final de uma reunião da comissão executiva do sindicato.

O sindicalista considerou que o que tem sido feito pelos partidos políticos relativamente a vários dados relativos às carreiras dos funcionários públicos "apenas serve para colocar trabalhadores contra trabalhadores".

No âmbito das comemorações do seu 40.º aniversário, o Sintap iniciou hoje um ciclo de reuniões descentralizadas da comissão executiva para discutir o presente e o futuro das carreiras, dos salários e do sistema de avaliação da Administração Públicas.

A reunião de hoje realizou-se na secção regional do Alentejo do SINTAP, em Setúbal.

Segundo José Abraão, o encontro permitiu constatar as principais dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores em autarquias do Alentejo.

Foram ainda reafirmadas as principais reivindicações dos trabalhadores, que o sindicato pretende levar à secretária de Estado da Administração Pública na segunda-feira, como os aumentos salariais para todos, a revisão das carreiras gerais e a revisão do sistema de avaliação.

"Os trabalhadores da Administração Pública estão muito revoltados porque continuam sem aumentos salariais e o descongelamento de carreiras ficou aquém das espectativas", disse José Abraão.

O sindicalista salientou ainda "a desvalorização da contratação coletiva" que se tem verificado, com o Governo a aprovar a revisão de várias carreiras em Conselho de Ministros "e só depois dar conhecimento aos sindicatos" do setor.

"Por tudo isto vamos continuar a exigir resposta às nossas reivindicações e não é por haver eleições que vamos desistir", declarou.

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