Santos Silva admite muita preocupação na UE com situação no golfo de Omã

Luxemburgo, 17 jun 2019 (Lusa) -- O ministro dos Negócios Estrangeiros admitiu hoje, no Luxemburgo, que a União Europeia segue com muita preocupação a situação em Omã, após os ataques a petroleiros no estreito de Ormuz, "absolutamente essencial para a liberdade do comércio marítimo".

Em declarações aos jornalistas à saída de uma reunião dos chefes de diplomacia da UE, Augusto Santos Silva apontou que os desenvolvimentos no golfo de Omã foram "um dos temas principais do almoço de trabalho", tendo os 28 reafirmado a sua posição "segundo a qual não há uma alternativa melhor à execução do chamado acordo nuclear com o Irão, que, aliás, o Irão tem cumprido", tal como tem considerado a Agencia Internacional de Energia Atómica.

"Quanto aos últimos acontecimentos, muito preocupantes, que decorreram no golfo de Ormuz, temos pedido que não haja uma escalada e que, pelo contrário, haja a maior das contenções possíveis, visto que dois quintos do transporte marítimo de petróleo faz-se por esse golfo, absolutamente essencial para a liberdade de comércio marítimo e para o abastecimento energético de grande parte do mundo", sublinhou.

Na quinta-feira, um petroleiro norueguês e outro japonês foram atacados quando navegavam no golfo de Omã, junto ao estreito de Ormuz, ao largo do Irão.

Um dia depois, o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Jeremy Hunt, afirmou que a responsabilidade pelos ataques é "quase de certeza" do Irão.

Jeremy Hunt apelou ao Irão para que acabe com toda a "atividade desestabilizadora", sublinhando que o Reino Unido "está em estreita coordenação com os parceiros internacionais para encontrar soluções diplomáticas que visem acalmar as tensões".

Também os Estados Unidos culparam o Irão pelo ataque, apesar de Teerão ter declarado não estar envolvido e ter acusado Washington de uma "campanha iranofóbica".

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