Reguladora da Comunicação Social angolana com dificuldades de instalação - presidente

Luanda, 03 mai 2019 (Lusa) - O presidente do conselho diretivo da Entidade Reguladora da Comunicação Social Angolana (ERCA) reconheceu hoje que "não foram dados passos", no devido momento, para a "efetiva institucionalização" do órgão criado em 2018, apontando "dificuldades de instalação".

"A ERCA é, antes de mais, uma intenção. Temos de reconhecer que não foram dados passos, no devido momento, para a sua efetiva institucionalização. Estamos a sentir dificuldades por causa da instalação da ERCA", disse hoje, aos jornalistas, Adelino Marques de Almeida.

Mas, observou, "o mais importante não é chorar pelo leite derramado", mas garantir que sejam reunidas as "condições para que a ERCA possa cumprir o seu objeto social".

Falando em Luanda, no final do ato central alusivo ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que hoje se celebra, Adelino Marques de Almeida alertou para o grau de maturidade do jornalista na hora da divulgação da informação, recordando que a entidade reguladora é apenas mediadora.

"Não somos os atores da comunicação social que fazem o caminho. O nosso principal papel é a mediação e é preciso que os jornalistas se coloquem cada vez menos no centro dos acontecimentos", alertou.

Adelino Marques de Almeida, que no encontro falou sobre "Regulação e Supervisão", negou qualquer divergência da entidade com o Sindicato dos Jornalistas Angolanos em matéria da criação da Comissão da Carteira e de Ética.

Segundo o responsável, compete ao presidente do conselho diretivo da ERCA, ouvidas as associações, convocar uma assembleia-geral representativa dos jornalistas de todo o país para a institucionalização da Comissão da Carteira e de Ética.

"Somos de opinião que, tão logo estejam reunidas as condições, vamos convocar uma assembleia-geral com todos os jornalistas de Angola e não apenas os de Luanda", disse.

"A comissão da carteira e de ética é muito importante para o funcionamento do setor. Mas porque não damos atenção à institucionalização dos conselhos de redação nos meios de comunicação social?", questionou.

O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa tem este ano por lema "Média para a Democracia, Jornalismo e Eleições em Tempos de Desinformação".

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