Portugal arrecada três medalhas no primeiro dia dos Jogos Europeus da Juventude

Pajulahti, Finlândia, 28 jun 2019 (Lusa) -- A representação portuguesa iniciou hoje da melhor forma a participação nos Jogos Europeus da Juventude, ao conquistar três medalhas no atletismo, no primeiro dia da competição paralímpica, que decorre em Pajulahti, na Finlândia.

No dia inaugural da competição organizada pelo Comité Paralímpico Europeu, Pedro Frasco arrecadou a medalha de ouro nos 100 metros da classe T13, destinada a deficientes visuais, terminando a prova em 12,25 segundos.

Na classe T12, igualmente reservada a deficientes visuais, Márcia Araújo, com o guia Adélio Fernandes, conquistou a prata nos 100 metros, com o tempo de 13,87 segundos, e a irmã gémea Sara Araújo, com a guia Margarida Silva, alcançou o bronze, com 14,17 segundos.

Já Domingos Magalhães terminou em segundo lugar no lançamento do peso da classe F20, reservada a para atletas com deficiência intelectual, numa prova não medalhada.

No boccia, André Ramos (categoria BC1) e Ana Sofia Costa (BC3) ganharam os três jogos que disputaram e estão bem lançados para conquistar uma medalha, Paulo Santos (BC4) estreou-se com um triunfo e Rodrigo Celestino (BC3) perdeu o encontro inaugural.

Por seu lado, Mário Bastardo, Damião Domingues, Bruno Araújo e Francisco Malheiro foram derrotados em todos os encontros da fase de grupos do ténis de mesa.

Nas modalidades coletivas, a equipa lusa de basquetebol em cadeiras de rodas venceu por 59-20 a Finlândia, antes de perder com a Itália, por 51-26, enquanto o conjunto que disputa a prova de 'goalball' bateu a Hungria (11-4) e a República Checa (10-5), mas, pelo meio, foi superado pela Alemanha (8-6).

Os Jogos Europeus da Juventude decorrem até domingo e contam com a participação de mais de 650 atletas de 23 países.

Exclusivos

Premium

Catarina Carvalho

Um dia de silêncio para falar de campanha

Hoje é um dia de inferno para os meios de comunicação social. Ninguém pode falar da coisa mais importante sobre a qual tem de se falar - e isso é o contrassenso do jornalismo. É como o elefante no meio da sala. Hoje é dia de reflexão para as eleições de amanhã. Ora, as eleições de amanhã são o assunto a tratar, hoje. Mas não. Não se pode apelar ao voto, fazer campanha é punido com multas, e isso inclui qualquer artigo ou peça jornalística que se considere enquadrar nessa categoria pelas autoridades competentes, seja a Entidade Reguladora para a Comunicação Social ou a Comissão Nacional de Eleições. Há países onde acontece o mesmo - Itália, Espanha, França -, há países onde a campanha vai até à boca das urnas, como nos Estados Unidos. E as opiniões dividem-se sobre a utilidade e as consequências de ambos os modelos.