População da Guiné-Bissau está mais sensibilizada para a importância de dar sangue

A população da Guiné-Bissau está mais sensibilizada para dar sangue, disse a coordenadora clínica do Programa Integrado para a Redução da Mortalidade Materna Infantil, no final de uma campanha de recolha de sangue, que foi "um sucesso".

"A campanha terminou ontem (quinta-feira). Conseguimos estar presentes nos 12 bancos de sangue do país, dois deles em Bissau, e a campanha foi um sucesso pela dinamização global que conseguimos fazer", afirmou Joana Ferraz, coordenadora clínica do Programa Integrado para a Redução da Mortalidade Materna Infantil (PIMI).

Segundo Joana Ferraz, durante a campanha, que começou a 18 de janeiro e foi organizada pelo Instituto Marquês Valle Flor, foram colhidas 217 bolsas de sangue, num total de 355 dadores.

"Isto é muito bom num país como a Guiné-Bissau, onde existe esta diversidade étnica e cultural e a sensibilização da população para a colheita de sangue pode ser um pouco mais difícil de se conseguir", salientou.

Para Joana Ferraz, a população guineense está cada vez mais sensibilizada para este assunto e para a importância de ter sangue disponível nos bancos de sangue.

A responsável explicou também que houve muito mais pessoas a disponibilizarem-se para dar sangue, mas que não foi possível fazer a doação, porque tem de "ser ajustada às necessidades do banco de sangue".

"A bolsa só pode ser usada no prazo de 35 dias, depois o sangue estraga-se, mesmo conservado nas hemotecas", explicou, salientando que é preciso repetir mais campanhas ao longo de tempo, podendo ser feita uma nova em março, mas mais pequena.

A campanha, apoiada pelo Ministério da Saúde, foi feita em todo o território guineense.

O PIMI teve início em 2013 e pretende diminuir a mortalidade das crianças menores de cinco anos e das mulheres grávidas, com consultas, atos médicos e medicamentos gratuitos.

Em outubro de 2017, a União Europeia anunciou a continuação do apoio ao programa com um financiamento de cerca de 22 milhões de euros (88% financiado pela UE e os restantes 12% por parceiros associados e cooperação portuguesa).

O programa, implementado pela Entraide Médicale Internationale, Instituto Marquês Valle Flor e o Fundo da ONU para a Infância, beneficia diretamente cerca de 200 mil crianças menores de cinco anos, 300 mil mulheres e 70 mil mulheres grávidas e engloba 11 regiões sanitárias do país.

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