Peritos japoneses vão apoiar estudo para encerrar maior lixeira de Moçambique

O Governo do Japão vai apoiar com especialistas a realização de um estudo de viabilidade para o encerramento da lixeira de Hulene, a maior de Moçambique e onde um aluimento matou 16 pessoas em maio, anunciou o embaixador.

"Para garantir a segurança das pessoas que vivem ao redor da lixeira de Hulene, manifestamos a vontade de criar uma parceria com o Ministério do Ambiente de Moçambique", disse o embaixador japonês em Maputo, Tadahike Ito, citado hoje pelo diário Notícias.

Com a ajuda de peritos japoneses, será feito um estudo de viabilidade para o encerramento da lixeira de Hulene, localizado em Maputo, acrescentou Tadahike Ito.

Por seu turno, o ministro moçambicano da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural de Moçambique, Celso Correira, afirmou que a realização do estudo de viabilidade será o primeiro passo para o encerramento da lixeira de Hulene.

"Este estudo é o primeiro passo para atingirmos o nosso objetivo", declarou Celso Correia.

No início de março, o Governo moçambicano anunciou que 1.750 famílias serão retiradas das imediações da lixeira de Hulene, numa operação estimada em 110 milhões de dólares (89,3 milhões de euros).

Em maio, 16 pessoas morreram soterradas, na sequência de um aluimento na lixeira de Hulene, que atingiu as casas construídas nas imediações.

Exclusivos

Premium

Nuno Severiano Teixeira

"O soldado Milhões é um símbolo da capacidade heroica" portuguesa

Entrevista a Nuno Severiano Teixeira, professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e antigo ministro da Defesa. O autor de The Portuguese at War, um livro agora editado exclusivamente em Inglaterra a pedido da Sussex Academic Press, fala da história militar do país e da evolução tremenda das nossas Forças Armadas desde a chegada da democracia.

Premium

Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Dos pobres também reza a história

Já era tempo de a humanidade começar a atuar sem ideias preconcebidas sobre como erradicar a pobreza. A atribuição do Prémio Nobel da Economia esta semana a Esther Duflo, ao seu marido Abhijit Vinaayak Banerjee e a Michael Kremer, pela sua abordagem para reduzir a pobreza global, parece indicar que estamos finalmente nesse caminho. Logo à partida, esta escolha reforça a noção de que a pobreza é mesmo um problema global e que deve ser assumido como tal. Em seguida, ilustra a validade do experimentalismo na abordagem que se quer cada vez mais científica às questões económico-sociais. Por último, pela análise que os laureados têm feito de questões específicas e precisas, temos a demonstração da importância das políticas económico-financeiras orientadas para as pessoas.