Penafiel dá mão-de-obra e 90% dos materiais para tornar lojas mais acessíveis

A Câmara de Penafiel vai disponibilizar 90% do material e mão-de-obra gratuita para que as lojas do centro histórico sejam mais acessíveis aos cidadãos com mobilidade reduzida, avançou hoje à Lusa o presidente da autarquia.

Antonino Sousa explicou que o projeto pretende eliminar as barreiras arquitetónicas e vai arrancar no início de 2018, envolvendo os comerciantes que se queiram candidatar.

Pretende-se, explicou, que os lojistas possam adaptar os seus espaços, com custos simbólicos, tornando-os mais acessíveis aos munícipes com mobilidade reduzida permanente ou temporária, dando como exemplo as pessoas que usam cadeiras de rodas ou as que se fazem acompanhar de carrinhos de bebé.

"Vamos contar com o envolvimento dos nossos comerciantes", previu o autarca, falando de uma cidade "cada vez mais amiga do ponto de vista da mobilidade".

Antonino Sousa diz, por outro lado, que as questões formais do projeto "Comércio + Acessível" estão ultrapassadas e os regulamentos foram aprovados.

"Os comerciantes vão apresentar uma candidatura para participar no projeto. A partir daí, reunidas que estejam as condições, terão o apoio de técnicos especializados, no domínio da mobilidade", anotou.

O presidente recordou a importância do comércio tradicional, como uma marca da cidade, sobretudo na sua parte histórica, e que esta medida procura reforçar esse caráter, "numa relação de proximidade com aquelas pessoas que, por alguma circunstância, têm maiores dificuldades de mobilidade".

Nesta fase, o projeto abrange as lojas no centro histórico, mas posteriormente será alargado a toda a cidade e às zonas do concelho onde "o comércio de rua tem uma maior densidade, como nas termas de S. Vicente".

O processo de regeneração urbana da cidade de Penafiel recebeu, em janeiro de 2012, a certificação de qualidade atribuída pelo Instituo Português de Acreditação.

Ao longo de vários anos, a autarquia investiu cerca de dez milhões de euros num conjunto de intervenções, em várias artérias, que permitiram melhorar a mobilidade e a acessibilidade de idosos e portadores de deficiência.

A intervenção contemplou passeios mais largos, passadeiras que respondem às necessidades de pessoas idosas e portadores de deficiência, melhor iluminação pública e equipamentos desportivos.

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.