Nova Galeria Cisterna abre em Lisboa com exposição de Ana Jacinto Nunes

A nova Galeria Cisterna dedicada à arte contemporânea, com uma área expositiva de cem metros quadrados, vai abrir ao público, em Lisboa, a 14 de março, com uma exposição de Ana Jacinto Nunes.

Localizada numa antiga cisterna do século XVII, paredes meias com a muralha Fernandina, na rua António Maria Cardoso, ao Chiado, a Galeria Cisterna será dirigida por Catarina Marques da Silva, indicou à agência Lusa fonte do novo espaço.

De acordo com a direção, os objetivos deste projeto são "desenvolver uma programação que desafia o conceito de galeria tradicional, e ser um espaço que promove o encontro e o diálogo, além das exposições que apresenta".

Catarina Marques da Silva regressou a Portugal após mais de uma década a residir em diferentes países da América do Sul, e tem um percurso profissional e académico na área das artes, dedicado à conservação, restauro e análise de obras de arte.

"O projeto assenta na transformação da galeria num espaço de constante acolhimento e diálogo entre diferentes agentes da prática artística contemporânea, nacional e internacional, trabalhando com um conjunto de artistas que engloba nomes estabelecidos e com percurso já reconhecido no panorama artístico, reservando ainda espaço à produção artística emergente", acrescenta a direção, numa nota de imprensa.

Neste sentido, a galeria pretende apostar num programa de residências artísticas, "como forma de dar a conhecer diferentes visões do mundo, através do intercâmbio de um conjunto de artistas com percursos emergentes à escala internacional, com o intuito de fomentar o potencial individual dos nomes propostos".

Para a abertura da galeria, a direção convidou Ana Jacinto Nunes a apresentar uma exposição individual intitulada "Ararat", com curadoria de João Paulo Cotrim e António Gonçalves.

Patente até ao dia 25 de abril de 2019, esta primeira mostra apresenta uma série de cerca de vinte peças especialmente produzidas para esta exposição inaugural, inclui trabalhos em técnicas distintas, quase todos em produção exclusiva para a exposição.

Cerâmica, tela e seda são os diferentes suportes em que a artista se expressa para falar de um tempo remoto em que animais e deuses foram personagens de um dilúvio.

A programação já anunciada da nova galeria para este ano inclui Maria Souto de Moura, Tiago Mourão, Cecília Corujo, Juliana Julieta, Maia Horta, António Gonçalves, Diogo Munoz e Sara Maia.

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