Ministra da Cultura entrega quarta-feira Prémio Vasco Graça Moura -- Cidadania Cultural

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, entrega na próxima quarta-feira, no Casino Estoril, Lisboa, o Prémio Vasco Graça Moura -- Cidadania Cultural/2018 a Vítor Aguiar e Silva e os prémios literários Fernando Namora e Revelação Agustina Bessa-Luís, referentes a 2017.

A cerimónia está marcada para as 18:00 e os prémios literários Fernando Namora e Revelação Agustina Bessa-Luís, instituídos pela Estoril Sol, vão ser entregues, respetivamente, a Ana Cristina Silva e Rui Lage, anunciou a organização.

O escritor e ensaísta Vítor Aguiar e Silva, ex-vice-reitor da Universidade do Minho, é um "exemplo de cidadania cultural que liga a dimensão didático científica à pedagógica", afirmou em ata o júri do Prémio Vasco Graça Moura -- Cidadania Cultural/2018, que foi presidido por Guilherme d'Oliveira Martins.

O júri salientou o "percurso incomum" de Aguiar e Silva "nos domínios da Teoria Literária, instrumento fundamental na formação de gerações, da Literatura Portuguesa e na fixação e estudo de parte relevante da obra camoniana, num brilhante exercício de intervenção pública, quer pelo seu magistério universitário, quer pelas altas missões no campo da política da Língua e da Educação".

Esta é a 3.ª edição do galardão, com um valor pecuniário de 40.000 euros, que nas anteriores edições distinguiu Eduardo Lourenço (2016) e José Carlos Vasconcelos (2017).

O Prémio Literário Fernando Namora, com o valor pecuniário de 15.000 euros, na sua 20.ª edição foi atribuído, por unanimidade, a Ana Cristina Silva, pelo romance "A Noite Não é Eterna".

O júri, também presidido por Oliveira Martins, em ata, salientou que o romance vencedor é "uma obra que se articula a partir da realidade social, política e humana das crianças romenas, e das suas famílias, no período da ditadura de Nicolae Ceausescu".

"A Noite Não é Eterna" é "uma belíssima composição narrativa com linguagem sóbria e cuidada, que valoriza em particular a narrativa de um drama pungente, num quadro político sufocante e obsessivo. É uma história construída sobre os labirintos da tirania", afirmou o júri.

O Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís, no valor de 10.000 euros, na sua 10.ª edição, distinguiu, por unanimidade, Rui Lage pelo seu primeiro romance, "O Invisível", que propõe uma abordagem ficcional do lado mais oculto de Fernando Pessoa, e foi recentemente editado pela Gradiva, no âmbito desta distinção.

O júri considerou tratar-se de "um romance com notável fulgor imaginativo" no qual "a figura histórica de Fernando Pessoa é tornada personagem de romance e colocada no centro de uma trama de ficção muito original, que cruza criativamente referentes conhecidos da época e cultura pessoanas, particularmente a sua vertente ocultista e/ou esotérica".

O júri dos Prémios Literários da Estoril Sol, além de Guilherme d'Oliveira Martins, foi também constituído por José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores, Manuel Frias Martins, pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários, Maria Carlos Loureiro, pela Direção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, Maria Alzira Seixo e Liberto Cruz, convidados a título individual e, ainda, Nuno Lima de Carvalho e Dinis de Abreu, pela Estoril Sol.

O júri que atribuiu o Prémio Vasco Graça Moura - Cidadania Cultural foi composto pelas mesmas personalidades e incluiu ainda, José Carlos Seabra Pereira, tendo sido presidido, igualmente, por Oliveira Martins.

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