Junta lisboeta identificou uma dúzia de casos de Alojamento Local que podem estar em infração

Lisboa, 09 mai 2019 (Lusa) -- A Junta de Santa Maria Maior, em Lisboa, identificou através do serviço "Alerta Alojamento Local", que funciona há um mês, cerca de "uma dúzia de casos" que podem estar em infração, disse à Lusa o presidente da freguesia.

"Tivemos muitas chamadas. Depois da triagem, julgo que foram uma dúzia os casos que nós achámos que mereciam atenção", disse Miguel Coelho em declarações à Lusa, depois de questionado sobre o número de telefonemas realizados para o número disponibilizado pela autarquia em 09 de abril passado.

O serviço "Alerta Alojamento Local" permite que qualquer cidadão comunique irregularidades, através da linha telefónica gratuita 800 210 005.

A Junta de Freguesia verifica depois se há ou não fundamento, e, se houver, remete a situação para a ASAE e para a Câmara Municipal de Lisboa, entidades a quem compete a fiscalização.

Miguel Coelho explicou que o serviço foi criado "para responder à mudança de situação", com o "novo quadro legislativo normativo [sobre o Alojamento Local (AL)]" que considera "positivo", reconhecendo não ter notícia "de uma fiscalização eficaz" no que ao AL diz respeito.

"Temos uma câmara proativa, que já tomou decisões para impedir a instalação de novos alojamentos locais em bairros do centro histórico [de Lisboa], sobretudo na minha freguesia, mas ainda não há uma fiscalização eficaz", explicou.

Depois da aprovação da lei do Alojamento Local e do despacho da Câmara de Lisboa que proíbe novos AL em bairros históricos, Miguel Coelho avança ter a "sensação de que o mesmo está a baixar", justificando com dados noticiados "há pouco tempo, que referiam haver uma quebra de 60%".

O autarca lembrou ainda que "valeu a pena ter lutado" e ter estado "na primeira linha", muitas vezes sozinho, a chamar a atenção para as "situações que a antiga lei das rendas permitia um despejo rápido e uma desocupação rápida das pessoas", muitas vezes, para instalar alojamentos locais.

"Tínhamos a noção de que ia fazer diminuir a instalação de novos alojamentos", disse Miguel Coelho, salientando que o serviço irá manter-se ativo "até ter a certeza de que existe de facto uma boa fiscalização no terreno", algo que compete à ASAE e à Câmara Municipal.

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