Juiz brasileiro manda libertar Lula da Silva e todos os presos condenados em segunda instância

O juiz Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, determinou hoje a libertação de todos os presos que estão detidos por condenações após a segunda instância da Justiça, incluindo o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Segundo informações divulgadas pelo portal de notícias G1, a decisão tem caráter provisório e atendeu a um pedido do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e inclui Lula da Silva, preso desde abril por ter sido condenado em duas instâncias num processo sobre a propriedade de um apartamento de luxo, que ainda tem recursos pendentes nos tribunais superiores.

"Defiro a liminar [providência cautelar] para, reconhecendo a harmonia, com a Constituição Federal, do artigo 283.º do Código de Processo Penal, determinar a suspensão de execução de pena cuja decisão de encerrá-la ainda não haja transitado em julgado, bem assim a libertação daqueles que tenham sido presos ante exame de apelação", diz a decisão proferida por Marco Aurélio Mello.

A decisão exclui presos perigosos ou quando é preciso manter a detenção do condenado para assegurar a ordem pública ou as investigações.

O advogado de Lula da Silva adiantou ao jornal Folha de S.Paulo que deve pedir ainda hoje a libertação do ex-Presidente, que está a cumprir, desde abril, uma pena de doze anos e um mês de prisão em regime fechado imposta pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), na sede da polícia federal na cidade de Curitiba.

Não é a primeira vez que uma decisão tomada por um juiz brasileiro abre espaço para a libertação de Lula da Silva.

Em julho passado, o juiz de plantão Rogério Favreto deu parecer favorável a uma liminar apresentada por advogados do Partido dos Trabalhadores (PT) e determinou a liberdade imediata do ex-Presidente, mas ele permaneceu preso depois de uma confusão e uma série de ordens de prisão e libertação de juízes diferentes, que foram encerradas por ordem do Presidente do TRF-4, o juiz Thompson Flores.

Agora, porém, a decisão provisória de libertar presos condenados em segunda instância não trata do caso específico de Lula da Silva, mas de todos os presos não perigosos que cumprem pena após condenação e que ainda têm recursos pendentes.

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