XIV Concurso Nacional de Teatro na Póvoa de Lanhoso de 27 de janeiro a 03 de março

O XIV Concurso Nacional de Teatro (CONTE) amador decorre de 27 de janeiro a 03 de março, na Póvoa de Lanhoso, com nove companhias, evento que, segundo a organização, é já "um marco" no panorama cultural português.

Apresentado hoje, o certame, organizado pela Federação Portuguesa de Teatro (FPT) em parceria com a Fundação INATEL, com apoio da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, terá 12 prémios a concurso, com destaque para o Prémio Ruy de Carvalho, para a melhor produção a subir ao palco.

Com um orçamento global que "ronda os 12 mil euros", o CONTE reúne em 2018 companhias amadoras "de Norte a Sul" do país, sendo que das nove a subir ao palco há seis repetentes e duas que participam pela primeira vez no evento.

"Este é um dos projetos mais importantes da FPT. Temos um cartaz de excelência com nove produções díspares de grande qualidade", salientou na apresentação do CONTE a presidente da FPT, Tânia Falcão.

Para o representante da Fundação INATEL, Rui Sérgio, o CONTE "é já um hábito" no ano de teatro em Portugal, tendo anunciado uma alteração ao Prémio Ruy de Carvalho.

"O vencedor do Prémio Ruy de Carvalho vai apresentar-se no Teatro da Trindade, como se fosse uma estrutura profissional, sem qualquer diferença", referiu.

Para a Fundação INATEL, o CONTE "é um projeto que se vem consolidando".

No mesmo sentido, o presidente da autarquia da Póvoa de Lanhoso, Avelino Silva, salientou que a longevidade do evento, que em 2018 assinala a 14.ª edição, "demonstra que é um marco na agenda e no panorama cultural" do país.

Quanto aos prémios, divididos nas categorias de Prémio Prestigio Personalidade do Ano, Melhor Sonoplastia, Melhor Encenação, Melhor Interpretação Secundária Masculina e Feminina, Melhor Interpretação Principal Feminina e Masculina, Melhor Guarda-Roupa, Melhor Cenografia, Melhor Desenho de Lúz, Júri Popular/Prémio Maria da Fonte e o prémio Ruy de Carvalho, para a melhor produção, não serão em valor monetário.

"São peças de autor, feitas na Póvoa de Lanhoso, muito específicas, que servem ainda para enaltecer o trabalho de excelência da filigrana local", referiu Tânia Falcão.

Ao palco, sobe, a 27 de janeiro, "Maria, Senhora de Mim", da companhia Páteo das Galinhas - Grupo Experimental de Teatro da Figueira da Foz, a 02 de fevereiro, "A Salvação de Lutero", da Contacto - Grupo de Teatro Água Corrente de Ovar, e, a 03, "Daqui Fala o Morto", a cargo do grupo Getas, Centro Cultural do Sardoal.

No fim de semana seguinte, a 09 e 10, são apresentadas as peças "O Silêncio das Horas", pela Criação Coletiva do Grupo Teatro Renascer, e "Brincadeiras", do Grupo d'Artes e Comédias do Grupo Desportivo e Cultural do Banco de Portugal.

A 16 de fevereiro é apresentado "O Mais Longo Verão", a cargo do Grupo Cultural e Recreativo Nun'Alvares - Teatro Vitrine e, a 17, "Restos", pelo Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa (CCDTML).

No último fim de semana de fevereiro, sobem ao palco as duas últimas produções a concurso: "António - Um Nome Dois Mundos", pela Associação Cultural dos Funcionários da CMPL, e "O Quebra Nozes", pelo Grupo de Animação e Teatro Espelho Mágico.

O CONTE encerra a 03 de março, com uma gala final, durante a qual serão atribuídos os prémios.

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