Vítimas civis no Iémen foram 123 em média por semana de agosto a outubro - ONU

A guerra no Iémen causou perto de 1.500 vítimas civis de agosto a outubro, segundo o último balanço do conflito, anunciou hoje a agência da ONU para os refugiados, quando os beligerantes realizam conversações na Suécia.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) pediu aos dois lados para protegerem os civis, assinalando que os dados do Iémen mostram que 123 civis em média foram mortos ou feridos por semana durante aquele período de três meses, numa guerra que dura há quatro anos e já matou pelo menos 16.000 civis.

Segundo o ACNUR, das 1.478 vítimas civis, 33% eram mulheres e crianças, das quais 217 morreram e 268 ficaram feridas.

Os rebeldes Huthi, ajudados pelo Irão, e o governo reconhecido internacionalmente e apoiado por uma coligação liderada pela Arábia Saudita estão reunidos na Suécia para conversações patrocinadas pela ONU e visando acabar com o conflito.

As negociações, iniciadas na quinta-feira num centro de conferências perto de Estocolmo, representam uma "oportunidade única" de conduzir ao caminho da paz o país devastado e ameaçado pela fome, declarou na abertura das discussões o mediador da ONU, Martin Griffiths.

Todas as tentativas para acabar com a guerra falharam até agora e a situação humanitária, no que já era antes do conflito o país mais pobre da Península Arábica, é a pior do mundo, segundo a ONU.

As discussões na Suécia destinam-se em primeiro lugar a "construir a confiança" entre as duas partes e a "reduzir a violência" no terreno, segundo Martin Griffiths.

A reabertura do aeroporto da capital Sanaa, encerrado há três anos, a situação na cidade portuária de Hodeida (oeste), por onde entra no país a maioria da ajuda alimentar, e um cessar-fogo duradouro serão os principais assuntos em discussão.

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