Vendas da Jerónimo Martins sobem 11,3% em 2017 para 16,3 mil ME

As vendas do grupo Jerónimo Martins aumentaram 11,3% em 2017, face ao ano anterior, para 16.275 milhões de euros, anunciou hoje a dona do Pingo Doce.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Jerónimo Martins divulgou as vendas preliminares do grupo durante o ano passado, segundo o qual as vendas do Pingo Doce subiram 3,1% para 3.667 milhões de euros e as do Recheio progrediram 7,2% para 942 milhões de euros.

As vendas da cadeia colombiana Ara aumentaram 72% no ano passado, face a 2016, para 405 milhões de euros, e na Polónia a cadeia de supermercados Biedronka registou uma subida das vendas líquidas de 13,2% para 11.075 milhões de euros. Já as vendas da cadeia de saúde e beleza polaca Hebe subiram 35,6% para 166 milhões de euros.

"O crescimento LFL ['like-for-like', ou seja, vendas em lojas que operaram sob as mesmas condições no período em análise] foi a principal prioridade para a Biedronka, para o Pingo doce e para o Recheio, enquanto a Ara atingiu o seu objetivo de acelerar a expansão da sua rede de lojas", referiu a Jerónimo Martins, em comunicado.

"Ao longo de 2017, a Ara investiu na sua capacidade de expansão e abriu 169 novas localizações, das quais 77 no quarto trimestre, com um ritmo mais intenso do que planeado no final de dezembro. A insígnia terminou o ano com um total de 389 lojas e um crescimento das vendas de 72%", adianta.

"O foco nas vendas através do investimento no reforço do posicionamento de preço e da experiência de consumo impulsionou um forte ano de crescimento do volume de negócios e de aumento das quotas de mercado, com todas as insígnias a entrarem bem preparadas em 2018", acrescenta.

No ano passado, o Pingo Doce abriu 10 lojas (nove adições líquidas), enquanto a Ara aumentou 169 unidades, 77 das quais no quarto trimestre.

"Todas as companhias cumpriram os seus objetivos de vendas, entregando um crescimento muito positivo, impulsionado pelo investimento em ganhos de quota de mercado. Este desempenho torna-se ainda mais importante num contexto de aumento dos custos de pessoal na Polónia e em Portugal e de forte alocação de recursos à qualidade da operação", refere.

Os resultados da atividade do grupo liderado por Pedro Soares dos Santos vão ser divulgados em 28 de fevereiro, após fecho do mercado.

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