Universidades vão ajudar Câmara de Lisboa no tratamento de dados sobre a cidade

Lisboa, 17 mai 2019 (Lusa) -- A Câmara de Lisboa assinou hoje um protocolo com várias universidades para a criação de um laboratório digital de dados urbanos relativos à capital, que, segundo o presidente da autarquia, permitirá "programar e desenhar novas políticas públicas".

O protocolo foi assinado pela Câmara Municipal de Lisboa, nove universidades, entre as quais o Instituto Superior Técnico, o ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa e a Universidade Católica, e pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil.

Através do Laboratório de Dados Urbanos de Lisboa, o município vai disponibilizar dados que possui a estas entidades, "de elevado conhecimento científico", que poderão "aceder a ferramentas de analítica avançada, disponíveis na Plataforma de Gestão Inteligente de Lisboa, com vista a estudar formas de criação de processos e algoritmos que permitem prever e responder a todo o tipo de situações, com base nos dados disponíveis", explica a autarquia numa nota enviada às redações.

Segundo o chefe do executivo municipal, Fernando Medina (PS), a câmara possui atualmente "um manancial de informação absolutamente extraordinária", muitas vezes subaproveitada, acrescentando que as instituições académicas e científicas, ao trabalharem os dados disponibilizados pela autarquia, vão permitir "conhecer melhor a realidade e também poder desenhar melhor políticas públicas".

Discursando na cerimónia que decorreu hoje nos Paços do Concelho, o autarca desafiou ainda as instituições colaboradoras a desafiarem a câmara e a propor formas de trabalhar.

A presidente do conselho diretivo da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, Helena Pereira, reforçou que a "câmara tem um enorme manancial de dados que recolhe na sua atividade", sendo "esta informação importantíssima para a comunidade académica e científica para desenvolver estudos" em áreas como transportes ou qualidade de vida.

"Os novos desenvolvimentos de inteligência artificial obviamente vão ajudar muito este tipo de investigação", afirmou.

Fonte da câmara acrescentou que esta rede é aberta a qualquer universidade do país que queira aderir.

A autarquia vai lançar desafios relacionados com problemas que pretende resolver e as universidades proporão "respostas, algoritmos, métodos de análise", indicou a mesma fonte.

"Esta colaboração entre o município e a academia será útil e terá reflexos práticos na vida das pessoas e da cidade, pois, com base em informação e dados tratados, a tomada de decisão e a gestão de recursos em áreas como a da higiene urbana, do planeamento e gestão urbanística ou da segurança, ganharão sustentabilidade acrescida", conclui a nota enviada pela câmara lisboeta aos jornalistas.

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