Universidade do Porto concentra cerca de 25% da produção científica portuguesa

A Universidade do Porto (UPorto) concentra cerca de 25% dos artigos científicos produzidos em Portugal entre 2012 e 2016, registando uma taxa média anual de crescimento de 6,6% durante esse período, informou hoje aquela instituição de ensino superior.

Segundo um comunicado da UPorto, esta análise, proveniente da base de dados de produção científica internacional Web of Science, mostra que o crescimento anual em termos de produção científica na universidade é superior à média nacional, que se ficou pelos 4,8%.

"Esta realidade tem uma expressão ainda maior se restringirmos a análise a 2016, ano em que o número de artigos científicos publicados pela UPorto cresceu a um ritmo quase três vezes superior ao da média nacional (7,6% contra 2,8%)", lê-se na nota informativa.

De acordo com os dados hoje divulgados, a universidade produziu 23,8% dos artigos científicos nacionais editados em publicações internacionalmente reconhecidas, percentagem que chega aos 24,8% caso se considere somente os artigos publicados em 2016.

Os resultados indicam ainda que três em cada quatro (74,8%) dos documentos científicos publicados pela UPorto entre 2012 e 2016 foram citados pelo menos uma vez até janeiro de 2018.

Além disso, dos 16.502 artigos publicados pela UPorto nesse período, 185 estão classificados pela Web of Science como 'Highly Cited Papers' (artigos mais citados), estando nos 1% de artigos mais citados da sua área científica e ano de publicação.

Isso faz com que a instituição de ensino superior seja responsável por 20% dos 'Highly Cited Papers' portugueses, com uma taxa média anual de crescimento superior a 16% ao longo destes cinco anos.

A UPorto conta com 49 unidades de investigação, tendo 35 delas (71,4%) recebido uma classificação "Excecional", "Excelente" ou "Muito Bom" nas últimas avaliações independentes da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

Outra análise, realizada pelo European Patent Office (EPO) e recentemente divulgada, revelou que das 68 patentes submetidas em Portugal em 2017, 12 provêm de faculdades e institutos associados da UPorto.

Das 12 patentes - três na área da saúde, duas da área da energia e uma da área das novas tecnologias da informação e comunicação - foram criadas em unidades orgânicas e geridas pela UPorto Inovação, o gabinete de transferência de conhecimento da universidade.

As restantes seis surgiram de projetos desenvolvidos no Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), do Porto, nas áreas das telecomunicações, tecnologia médica e tecnologia audiovisual.

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