UGT defende "admissão urgente" de funcionários para a Segurança Social

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, defendeu hoje que o Governo deve ponderar a "admissão urgente" de funcionários para a Segurança Social, para que não aconteçam casos como o pagamento de pensões de sobrevivência a beneficiários já mortos.

Uma auditoria do Tribunal de Contas apurou que a Segurança Social pagou quatro milhões de euros em pensões de sobrevivência e de direito próprio a beneficiários que já morreram, nalguns casos há mais de 10 anos.

"Há coisas que não podemos assumir que sejam deliberadas, nem que haja uma gestão danosa", afirmou Carlos Silva aos jornalistas, em Viseu.

No entanto, o secretário-geral da UGT tem uma certeza: "há uma degradação dos serviços públicos e a Segurança Social é um serviço público importantíssimo para o país".

"O Governo, ao não querer exceder a sua capacidade orçamental e para manter a sustentabilidade das contas públicas, está a prejudicar serviços públicos de excelência", lamentou.

Na sua opinião, se não houver "trabalhadores no seio daqueles serviços administrativos que controlam, monitorizam e fiscalizam esta matéria", surgem problemas como o agora detetado.

"Porque é que as pensões atribuídas aos reformados estão a levar entre dez meses a um ano? Porque é que isso acontece? Porque há falta de recursos humanos dentro do ministério para poder acudir a estas situações", considerou Carlos Silva.

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