Tribunal vai avaliar falência do colégio Frei Gil

O Tribunal de Comércio de Aveiro vai avaliar se a falência do colégio Frei Gil, em Oliveira do Bairro, foi causada por má gestão ou se foi fortuita, segundo um anúncio publicado no portal Citius.

De acordo com aquele anúncio, o Tribunal de Comércio de Aveiro declarou aberto o incidente de qualificação de insolvência do colégio.

O incidente de qualificação de insolvência foi aberto por despacho de 30 de janeiro de 2018 e é irrecorrível, indica o anúncio.

Segundo fonte judicial, o incidente foi requerido por uma ex-funcionária do colégio, na qualidade de credora da insolvente, e tem como fim qualificar a insolvência como culposa ou fortuita.

No passado mês de novembro, os credores do Instituto de Promoção Social de Bustos (IPSB), que gere o colégio, decidiram avançar para a liquidação e substituir o administrador de insolvência.

Fundado há 32 anos, o colégio está ligado à Obra do Frei Gil, tutelada pela Diocese de Coimbra, mas goza de completa autonomia financeira e administrativa.

Formalmente, é propriedade da Sociedade de Promoção Social de Bustos, uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), mas há oito anos passou a ser gerido pelo IPSB.

Depois de muitas dificuldades devido à redução drástica de contratos de associação no último ano letivo, a entidade proprietária avançou em julho de 2017 com o pedido de insolvência da sociedade gestora da escola, devido a dívidas relacionadas com a rendas do estabelecimento.

Chegou a ser equacionada a possibilidade de integrar o colégio na rede pública, mas as negociações com o Ministério de Educação não deram resultados e o colégio acabou por fechar portas.

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