Tribunal de Aveiro condenou incendiário reincidente a cinco de prisão efetiva

O Tribunal de Aveiro condenou hoje a cinco anos de prisão efetiva um incendiário reincidente por ter ateado em julho de 2017 um fogo florestal no concelho de Anadia.

O tribunal deu como provado o crime de incêndio florestal de que o arguido estava acusado.

Durante o julgamento, o homem de 46 anos negou ter ateado o incêndio com intenção, assumindo apenas que possa ter cometido um descuido ao largar o fósforo usado para acender um cigarro.

No entanto, esta versão não convenceu o coletivo de juízes, que entendeu que o arguido agiu com a intenção de deflagrar o incêndio, como veio a ocorrer.

O suspeito foi assim condenado a cinco anos de prisão efetiva. O juiz presidente explicou que o tribunal decidiu não suspender a pena, por não ser possível fazer um juízo de prognose favorável.

Na altura, o magistrado lembrou que o arguido praticou os factos quando estava a beneficiar de uma pena de prisão suspensa de quatro anos, a que tinha sido condenado pelo mesmo tipo de crimes.

O homem vai manter-se em prisão preventiva até se esgotarem as possibilidades de interposição de recurso.

Os factos remontam ao dia 3 de julho de 2017, cerca das 22:00.

Segundo a acusação do Ministério Público, o arguido percorreu de bicicleta uma estrada de terra batida durante cerca de 250 metros e ateou fogo a um amontoado de ervas e folhas secas ali existente, com recurso a fósforos, abandonando o local de seguida.

Alguns minutos depois, automobilistas que passavam no IC2 e que viram as labaredas e o fumo contactaram a GNR e os Bombeiros.

O incêndio que foi combatido por elementos das corporações de Anadia, Oliveira do Bairro e Águeda e uma equipa de sapadores, consumiu cerca de 1.600 metros quadrados de floresta.

A área ardida não tomou maiores proporções devido à imediata reação dos populares e à rápida chegada ao local dos Bombeiros.

O homem foi condenado em maio de 2016 a quatro anos de prisão com pena suspensa por ter ateado dois incêndios florestais no mesmo dia, no lugar de Figueira de Boialvo, em Avelãs de Cima, no concelho de Anadia, que consumiram uma área de 250 metros quadrados de mato e eucalipto.

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