Trabalhadores do Opart exigem fim da "sub-orçamentação e precariedade"

Trabalhadores do Organismo de Produção Artística (Opart), entre eles cantores e bailarinos, concentraram-se hoje em frente ao Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, para exigir a resolução da "suborçamentação e precariedade" que dizem afetar a instituição.

"Resgate da missão artística no Opart", "Estatuto do Bailarino" e "Fim da lei 4/2008", que estabelece o regime de contratos de trabalho e de segurança social no setor artístico, eram algumas das reivindicações inscritas em faixas que dezenas de trabalhadores do Teatro Nacional de São Carlos (TNSC) e da Companhia Nacional de Bailado (CNB) exibiram durante cerca de meia hora, no final de um plenário.

Em declarações à agência Lusa, André Albuquerque, do CENA-STE, Sindicato dos Trabalhadores de Espetáculos, do Audiovisual e dos Músicos, indicou que a entidade sindical vai pedir uma audiência ao ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, para apresentar as reivindicações "sobre as quais não têm resposta desde novembro do ano passado".

A criação de um Estatuto do Bailarino, "problema que persiste há 27 anos", uma sala de ensaios para a Orquestra Sinfónica Portuguesa, "cumprir a missão artística do TNSC e da CNB", aumentar os salários, acabar com a precariedade e colmatar postos de trabalho em falta são algumas dessas reivindicações.

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