Timor-Leste/Eleições: Seis partidos e quatro coligações no voto antecipado de 12 de maio

Seis partidos e quatro coligações, que entre si englobam 15 forças partidárias, apresentaram ao Tribunal de Recurso a sua intenção de se candidatarem às eleições parlamentares antecipadas de 12 de maio em Timor-Leste.

"A lista ainda tem que ser validada formalmente", disse à Lusa o presidente do Tribunal de Recurso, Deolindo dos Santos.

A verificação de "regularidade, suficiência e autenticidade dos processos de candidaturas", como define a lei, tem que ser concluída pelo Tribunal de Recurso até 01 de abril, havendo depois um período de eventuais recursos antes da lista final ser aprovada - até 04 de abril.

Cada uma das coligações e dos partidos apresentou até ao final de quarta-feira, data limite segundo o calendário eleitoral em vigor, uma lista com os 90 candidatos à eleição dos 65 deputados da 5.ª legislatura.

Candidatam-se às eleições as coligações Movimento de Desenvolvimento Nacional (MDN), Aliança de Mudança para o Progresso (AMP), o Movimento Social Democrata (MSD) e a Frente de Desenvolvimento Democrático (FDD), que se apresentaram nessa ordem no Tribunal de Recurso.

O boletim de voto, cuja ordem das candidaturas vai ser sorteada no início de abril, terá ainda seis partidos, entre eles o Partido Republicano (PR), o Partido Esperança da Pátria (PEP) e o Klibur Oan As'wain Timorense (KOTA).

Apresentaram ainda as suas candidaturas a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), a Associação Social Democrata Timorense (ASD) e o Partido Democrático (PD).

Isso implica que, individualmente ou dentro de coligações, se apresentam às urnas os mesmos partidos que concorreram nas eleições parlamentares de 2017.

O bloco antecipadamente mais forte é a Aliança de Mudança para o Progresso (AMP), que reúne as três maiores forças da oposição, o Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), o Partido Libertação Popular (PLP) e o Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO).

O MDN, por seu lado, agrupa a Associação Popular Monarquia Timorense (APMT), o Partido Liberta Povo Aileba (PLPA), o Partido Movimento Libertação Povo Maubere (MLPM) e a Unidade Nacional Democrática da Resistência Timorense (Undertim).

Já o MSD é composto pelo Partido Social Democrata (PSD), Partido Socialista de Timor (PST), Partido Centro Ação Social Democrata Timorense (CASDT) e Partido Democrata Cristão (PDC).

Finalmente, a FDD integra o Partido de Unidade e Desenvolvimento Democrático (PUDD), a União Democrática Timorense (UDT), a Frente Mudança (FM) e o Partido Desenvolvimento Nacional (PDN).

A campanha eleitoral decorre entre 10 de abril e 09 de maio, sendo que as principais forças políticas já estão a realizar ações de "consolidação" no terreno há várias semanas.

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