Seixal vai avançar em 2019 com troço da ER10 entre Corroios e Amora

O município do Seixal vai avançar em 2019 com a construção de um troço da futura Estrada Regional 10, até à freguesia de Amora, uma obra orçada em 3,6 milhões de euros, disse hoje o presidente da autarquia.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal do Seixal (distrito de Setúbal), Joaquim Santos (CDU), explicou que "dado o impasse" na construção Estrada Regional 10 (ER10), para fazer a ligação entre os municípios de Almada e Seixal com os do Barreiro e da Moita, a autarquia decidiu avançar com a construção de parte de um troço.

A ER10, que pretende ser uma alternativa à atual Estrada Nacional 10 (EN10), foi inscrita no Plano Rodoviário Nacional em 1999 como uma estrada regional para ligar os concelhos do Arco Ribeirinho Sul.

As obras de execução da ER10 iniciou-se no concelho de Almada e teve continuidade no concelho do Seixal com a execução de uma 1.ª fase (troço entre o limite dos concelhos e a Quinta do Rouxinol, em Corroios), tendo sido concluída em 2001.

"Apesar da sua execução ser da responsabilidade do Governo, vamos retomar a construção desta via, que se encontra parada em Corroios, e estendê-la até à freguesia da Amora. Esta infraestrutura permitirá o descongestionamento do trânsito em Corroios, onde atualmente todos os automobilistas que utilizam a esta via são obrigados a passar e favorece também a mobilidade na Amora", sublinhou.

Joaquim Santos prevê que a construção deste troço possa ter início em 2019 e que termine em 2020, com um investimento na ordem dos 3,6 milhões de euros.

No entanto, o autarca do Seixal referiu que dada a importância que a ER10 poderá assumir na mobilidade destes concelhos da margem sul irá solicitar uma reunião "com carácter de urgência" ao ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, para discutir este tema.

"A Câmara Municipal do Seixal vai reiterar a sua concretização para que se possa dar resposta às necessidades de deslocação das populações ribeirinhas da Margem Sul do Tejo, ancorada no projeto do Arco Ribeirinho Sul", concluiu.

A Lusa contactou fonte do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, mas não obteve resposta.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Daniel Deusdado

Começar pelas portagens no centro nas cidades

É fácil falar a favor dos "pobres", difícil é mudar os nossos hábitos. Os cidadãos das grandes cidades têm na mão ferramentas simples para mudar este sistema, mas não as usam. Vejamos a seguinte conta: cada euro que um português coloca num transporte público vale por dois. Esse euro diminui o astronómico défice das empresas de transporte público. Esse mesmo euro fica em Portugal e não vai direto para a Arábia Saudita, Rússia ou outro produtor de petróleo - quase todos eles cleptodemocracias.