Secretário de Estado das Infraestruturas analisa futuro da TDT
O secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme d'Oliveira Martins, disse hoje à Lusa que o futuro da Televisão Digital Terrestre deve depender da análise de fatores como infraestruturas e as necessidades dos consumidores.
Guilherme d'Oliveira Martins falava à margem de uma reunião de trabalho que decorre durante todo o dia na Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa, sobre o futuro da Televisão Digital Terrestre (TDT).
"Isto é apenas um debate. Estamos a fomentar o debate. Nós temos até 30 de junho de 2020 para libertar a faixa dos 700 MHz e, até lá, temos de aproveitar para estudar não só a infraestrutura como também a perceção dos consumidores e o próprio conteúdo da TDT", disse Guilherme d'Oliveira Martins.
A reunião junta o presidente do Conselho de Administração da Autoridade Nacional para as Comunicações (ANACOM), membros do Governo e outros agentes incluindo representantes dos operadores de televisão para fazerem o balanço da experiência da TDT e a análise dos cenários futuros para a Televisão Digital Terrestre em Portugal.
"É um trabalho que vai decorrer durante o dia de hoje, com vários atores, num discurso e num diálogo sobre o futuro da TDT que entendemos deve continuar a fazer parte do panorama nacional. Nós sabemos que mais de 80 por cento dos consumidores portugueses utilizam televisão por subscrição. Continua a haver a Televisão Digital Terrestre e temos de perceber as necessidades dos consumidores face à TDT tal como está concebida", frisa o secretário de Estado das Infraestruturas.
Um estudo do regulador divulgado em 2018 indica que a Televisão Digital Terrestre tem ficado aquém do que eram as expectativas iniciais.
O mesmo documento da ANACOM refere ainda que, se o caminho atual for mantido, "a penetração irá continuar a decrescer e os utilizadores da TDT serão indubitavelmente as populações de menor rendimento disponível, do interior e com menos apetência tecnológica".
Para o secretário de Estado das Infraestruturas "há alterações que podem ser feitas", mas sublinha que existe "uma dissonância" e "uma perceção" sobre o consumidor em relação à TDT.
"É isso que os vários atores têm de pensar: nas necessidades dos consumidores. Repito: estamos a falar de um país em que mais de 80 por cento dos consumidores utilizam a subscrição e não a TDT", disse.
A reunião de trabalho que vai também debater o desenvolvimento da TDT no Brasil vai contar ainda com a participação de Luís Castro Mendes, ministro da Cultura.

