A Câmara Municipal de Lisboa vai desligar provisoriamente as fontes ornamentais da cidade que usem água da rede e reduzir a rega nos espaços verdes como medidas de combate aos efeitos da seca..Perante as soluções apresentadas, o CDS-PP criticou hoje a autarquia pelo "desperdício de água" e revelou que vai apresentar uma moção com medidas alternativas..O vereador do CDS-PP, Miguel Moreira da Silva, realça ainda, em comunicado, "a incompetência do executivo em matéria de políticas municipais para o consumo racional de água"..Esta posição surge também na sequência dos dados revelados pela International Water Association (IWA), segundo a qual, indicam, "Lisboa apresenta um consumo médio diário de 173 litros per capita, muito acima de outras grandes cidades internacionais como Barcelona e Madrid, que registam um consumo diário de 105 e 124 litros per capita, respetivamente".."O Partido Socialista é diretamente responsável por esta ineficiência hídrica, já que o consumo de água em Lisboa aumentou 9% desde 2008, enquanto o consumo médio nacional diminuiu 66% no mesmo período"", refere Moreira da Silva..A vereação do CDS-PP propõe a "criação de redes de água mais inteligentes, dando ao cidadão a informação necessária para adotar um consumo sustentável deste recurso" e a "criação de um incentivo para que toda a água potável utilizada, especialmente nos seus serviços, deva ser reciclada e reutilizada para fins que não necessitem de água potável, poupando este recurso"..O CDS-PP considera ainda que "a Câmara de Lisboa deve ser um exemplo na recuperação de águas das chuvas que caem nas coberturas dos edifícios e, com o devido tratamento, podem ser utilizadas para fins não potáveis"..A posição da Câmara de Lisboa ocorre na sequência da situação de seca que o país está a atravessar e que já levou o Governo a lançar uma campanha de sensibilização para o consumo de água, aconselhando os cidadãos a pouparem um recurso que é escasso.