Regimento prepara em São Jacinto missão na República Centro-Africana

O Regimento de Infantaria n.º 10 iniciou hoje, em São Jacinto, Aveiro, a preparação de um batalhão que em setembro vai estar na República Centro-Africana, no âmbito de uma missão das Nações Unidas, revelou o seu comandante.

O coronel Costa Santos falava durante uma conferência de imprensa destinada a apresentar o programa das comemorações do centenário da presença militar em São Jacinto.

"O Regimento de Infantaria n.º 10 [RI10] tem a missão de aprontar um batalhão de infantaria paraquedista, que atualmente é a componente terrestre da força de reação imediata, uma força vocacionada para fazer a extração de não combatentes, em qualquer parte do globo. Esta é a missão atual e hoje mesmo começou o aprontamento do nosso batalhão para uma missão que vai desempenhar a partir de setembro, na República Centro-Africana, no âmbito das Nações Unidas", revelou.

O comandante do RI10 aludiu à próxima missão da unidade, quando questionado pelos jornalistas sobre a atual relevância da estrutura militar de São Jacinto, considerando que "a importância do Regimento é elevada no contexto do Exército, no contexto das Forças Armadas e naquilo que são também as obrigações do Estado Português nas organizações internacionais de que faz parte".

O efetivo empenhado na preparação é de cerca de 160 militares, entre oficiais sargentos e praças, número inferior à configuração de um batalhão, mas considerado adequado para a missão em causa.

A cerimónia que vai assinalar o centenário da unidade militar de São Jacinto decorrerá a 04 de abril, nas próprias instalações militares, que, já estiveram ao serviço dos três ramos das Forças Armadas, começando pela Marinha, passando depois para a Força Aérea e entregue ao Exército desde 01 de janeiro de 1994, quando este recebeu as tropas paraquedistas.

"É um momento muito especial para o RI10, nas suas múltiplas vidas, da Marinha, Força Aérea e Exército", comentou o presidente da Câmara de Aveiro, Ribau Esteves, aludindo a esse facto.

Deu-se a coincidência histórica de em abril de 1918 ser inaugurada uma base aeronaval francesa em São Jacinto, na mesma altura em que o Regimento de Infantaria 10 estava a combater com um dos seus batalhões na Flandres, como referiu o coronel Costa Santos.

No âmbito das comemorações, o Regimento vai ter patente em Aveiro, durante a Feira de Março, duas exposições distintas: uma sobre a presença militar em São Jacinto, desde que foi base de hidroaviões franceses até aos dias de hoje, enquanto a outra será dedicada ao centenário do final da primeira Guerra Mundial, onde o Corpo Expedicionário Português esteve presente.

Haverá ainda uma conferência, tendo como orador o tenente-coronel Lousada, historiador militar e professor na Academia Militar e no Instituto Universitário Militar, sobre a participação desse batalhão do Regimento infantaria número 10, no contexto da primeira Grande Guerra.

"Fomos recuperar as tradições desse nobre Regimento que foi constituído inicialmente em Lisboa, em 1806, quando das primeiras invasões francesas, e que depois esteve em várias cidades do país, e que foi desativado em 1977, em Aveiro. Esse nome foi recuperado para o espaço que hoje utilizamos", explicou o comandante do RI10.

Lusa / Fim

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.