Público elege "Dr. Nest" como peça de honra do Festival de Almada

A peça "Dr. Nest", da companhia alemã Familie Floz, foi eleita quarta-feira pelo público o Espetáculo de Honra do 35.º Festival de Almada, regressando na edição de 2019.

Em segundo lugar ficou "A alegria", do italiano Pippo Delbono, e, em terceiro, "Bonecos de luz", da Companhia de Teatro de Almada (CTA), anfitriã do certame, que terminou quarta-feira à noite.

Votaram 437 pessoas do público que assistiu quarta-feira à noite à peça "Federico García", que fechou o certame, a decorrer desde o passado dia 04.

Quanto aos prémios de Jornalismo Carlos Porto, atribuídos pela Câmara Municipal de Almada, o primeiro lugar foi para Tommaso Chimenti, pelo conjunto de textos sobre o certame, o Prémio Carlos Porto de imprensa generalista foi para Inês Nadais, do Público, e o Prémio Carlos Porto para imprensa especializada foi para o espanhol Manuel Sesma.

Miguel Ribeiro, pela Câmara de Almada. Francisco Bélard, em representação do Clube de Jornalistas, Luís Pacheco Cunha, em representação do Sindicato dos Trabalhadores do Espetáculo, do Audiovisual e dos Músicos, João Torga, pelo Sindicato de Jornalistas e Tiago Torres da Silva, em representação da Sociedade Portuguesa de Autores, foram os elementos do júri.

Vinte e quatro produções -- nove portuguesas e 15 estrangeiras -, 11 concertos de entrada livre e quatro espetáculos de rua fizeram a programação da 35.ª edição do Festival de Almada, a decorrer desde o passado dia 04, em vários espaços da cidade, e em salas de teatro de Lisboa.

Ler mais

Exclusivos

Adolfo Mesquita Nunes

Premium Derrotar Le Pen

Marine Le Pen não cativou mais de dez milhões de franceses, nem alguns milhões mais pela Europa fora, por ter sido estrela de conferências ou por ser visita das elites intelectuais, sociais ou económicas. Pelo contrário, Le Pen seduz milhões de pessoas por ter sido excluída desse mundo: é nesse pressuposto, com essa medalha, que consegue chegar a todos aqueles que, na sequência de uma crise internacional e na vertigem de uma nova economia digital, se sentem excluídos, a ficar para trás, sem oportunidades.

João Taborda da Gama

Premium Temos tempo

Achamos que temos tempo mas tempo é a única coisa que não temos. E o tempo muda a relação que temos com o tempo. Começamos por não querer dormir, passamos a só querer dormir, e por fim a não conseguir dormir ou simplesmente a não dormir, antes de passarmos o resto do tempo a dormir, a dormir com os peixes. A última fase pode conjugar noites claras e tardes escuras, longas sestas de dia com um dormitar de noite. Disse-me um dia o meu barbeiro que os velhotes passam a noite acordados para não morrerem de noite, e se ele disse é porque é.