Produzido pela Exotec, a criação do engenheiro Nuno Carmo tem vindo há dois anos "a ser ensaiada e melhorada, com o contributo de três paraplégicos, Carlos, Rute e António" cujas horas de treino permitirão "uma completa autonomia futura", revelou um dos empresários promotores, Manuel Alves Monteiro..Constituindo-se como "um sistema robótico de locomoção assistida", o exoesqueleto, ainda sem denominação comercial, propõe-se ser "uma versão costumizada ao nível do 'software'", funcionando a partir de comandos inseridos num relógio "com as imagens gráficas de todas as dinâmicas". .Adaptado ao corpo do paraplégico, que terá de ter ação nos membros superiores e equilíbrio de corpo, o exoesqueleto é complementado por duas canadianas que, "para além de auxílio quando se ergue e se senta, permite também definir a dinâmica da passada, bem como subir e descer escadas"..Com 19 horas de treino, Rute considera o equipamento, que tem um peso de 18,6 quilogramas, "confortável" e admite que lhe dará "acesso a todo o lado", caminhado graças a ele "tanto em casa como no centro comercial", uma vez que está apto para qualquer superfície..Com um tempo estimado de treino na ordem das 40 horas, Nuno Carmo explicou que o exoesqueleto português foi produzido para indivíduos "com altura entre o 1,49 e 1,97 metros e peso até os 90 quilogramas"..Ao todo, os dois exoesqueletos apresentados "já funcionaram 230 horas" e as respetivas baterias têm uma "autonomia diária de quatro horas". .Sem adiantar preços, o segundo dos empresários envolvidos no projeto, Manuel Ferreira admitiu apenas que "será substancialmente mais barato" que o mais económico dos exoesqueletos norte-americanos, "cujo custo ronda os 70 mil dólares" (cerca de 61 mil euros)..Ambos os protótipos foram feitos à mão pelo engenheiro Nuno Carmo.