Pelo menos 100 polícias e soldados mortos na batalha por Ghazni, Afeganistão

Pelo menos 100 polícias e soldados foram mortos nos combates contra talibãs que desde sexta-feira tentam tomar a cidade de Ghazni, no leste do Afeganistão, anunciou hoje o ministro da Defesa, general Tariq Shah Bahrami.

"Cerca de 100 membros das forças de segurança perderam a vida, assim como 20 a 30 civis", disse o ministro numa conferência de imprensa em Cabul.

Do lado rebelde, 194 combatentes, 12 dos quais comandantes, foram mortos, disse o ministro, precisando tratar-se de afegãos mas também paquistaneses, tchetchenos e árabes.

O ministro precisou que os números não são finais e podem aumentar, dado que prosseguia hoje a batalha por Ghazni, capital da província com o mesmo nome.

Os talibãs lançaram uma grande ofensiva contra Ghazni na sexta-feira e conseguiram tomar algumas zonas e destruir uma antena de telecomunicações, provocando a suspensão de todas as ligações móveis e fixas.

O ministro da Defesa disse que cerca de 1.000 militares foram enviados como reforço.

O balanço hoje avançado pelo ministro é o primeiro balanço oficial ao fim de quatro dias de combates.

Ghazni situa-se a cerca de 120 quilómetros da capital afegã, Cabul, e tem uma população de cerca de 270.000 habitantes.

A cidade é considerada estratégica e o seu controlo decisivo para assegurar a ligação rodoviária entre Cabul e as províncias do sul do país.

Ler mais

Exclusivos

Premium

CPLP

Do ciclone às dívidas ocultas: as quatro tragédias de Moçambique

Ciclone Idai, escândalo das dívidas ocultas, conflito com grupos armados no norte e reconciliação lenta e pouco suave entre a Frelimo (no poder) e a Renamo (maior partido da oposição) marcam a realidade de Moçambique, país da CPLP com 29,7 milhões de habitantes que tem eleições gerais marcadas para 15 de outubro.