Pedro Vaz candidata-se à Federação de Aveiro do PS para não ser "eco de Lisboa"

Pedro Vaz apresentou hoje a sua candidatura à liderança da Federação de Aveiro do PS, atualmente presidida por Pedro Nuno Santos, afirmando não querer uma Federação que seja apenas o eco do partido em Lisboa.

Tendo por lema "No tempo certo", Pedro Vaz, 38 anos, anunciou hoje que é candidato a presidente da Federação de Aveiro do PS, cuja liderança disputa dia 22 com Jorge Vultos Sequeira, atual presidente da Câmara de São João da Madeira e vice de Pedro Nuno Santos.

"Não nos queremos limitar a ser eco da direção nacional do partido, nem daquilo que é a ação política do partido em Lisboa. Os militantes do Partido Socialista em Aveiro também têm uma palavra a dizer sobre o que é o rumo do nosso país", afirmou.

Sem referir explicitamente o seu adversário, Pedro Vaz que a sua candidatura "quer colocar toda a disponibilidade e toda a vontade para mobilizar o partido, para fortalecer o partido, e para fazer a discussão política dentro da Federação de Aveiro".

Defende uma maior participação dos militantes e estruturas mais ativas, e diz que, apesar do distrito votar maioritariamente no PSD, "o PS não só pode como deve ir mais longe em termos eleitorais no distrito.

"Temos concelhos no distrito muito difíceis, a que o Partido Socialista tem dedicado pouca atenção nos últimos tempos e obviamente que queremos dar atenção a isso", observou Pedro Vaz, que foi deputado municipal do PS em Estarreja e exerceu cargos na estrutura distrital e nacional da JS.

As desigualdades salariais entre homens e mulheres, o fim dos contratos de inserção em substituição de trabalhos e funções permanentes, a revisão da legislação no que diz respeito às empresas de trabalho temporário, são uma série de temas que pretende trazer para a discussão política e de que a Federação "não se pode alhear".

"É importante que as pessoas percebam a nossa visão da sociedade e que se verifique que o Partido Socialista, governando com políticas de esquerda, a vida das pessoas melhora. Os próximos dois combates eleitorais são importantíssimos e é importante que a visão do PS seja esclarecedora e se reafirme nesses momentos eleitorais", concluiu.

Lusa / Fim

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