Pedro Morais expõe projeto inédito "Nudez" no Pavilhão Branco em Lisboa

Um projeto inédito do artista Pedro Morais vai ser inaugurado no sábado, no Pavilhão Branco, em Lisboa, onde propõe uma reflexão acerca do caráter impermanente da existência, anunciou a organização.

"Nudez -- uma invariante", que inaugura às 17:00, com curadoria de Óscar Faria, foi produzida pelo artista em conjunto com as Galerias Municipais, e ficará patente até 01 de abril.

De acordo com a organização, a obra, que ocupa o primeiro piso do Pavilhão Branco, "é dedicada quer a Leonardo da Vinci, para quem a pintura é 'cosa mentale', quer a Marcel Duchamp, que projetou essa ideia para uma quarta dimensão".

A exposição confronta o visitante com um percurso na arte portuguesa das últimas décadas, reunindo elementos de diferentes tradições, desde a mística medieval, a alquimia, o zen, a pintura enquanto "coisa mental", dos artistas Leonardo da Vinci a Marcel Duchamp, passando por António Dacosta.

Além da instalação pictórica, inclui ainda, no rés-do-chão, uma série de maquetas, com as respetivas caixas, e trabalhos recentes de Pedro Morais, sendo ainda apresentadas as duas primeiras "células" realizadas pelo artista em 1986.

No âmbito da exposição "Nudez -- uma invariante" irá realizar-se, a 24 de março, uma jornada de um dia destinada a aprofundar o conhecimento da obra de Pedro Morais.

"Para ser visto", título do encontro, irá reunir uma série de nomes que se cruzaram com o artista, quer através da escrita e da curadoria, quer em lugares onde receberam os seus ensinamentos.

Pedro Morais nasceu em Lisboa em 1944, frequentou os cursos de Pintura da Escola António Arroio e da Escola de Belas-Artes de Lisboa, e a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts, Paris.

Residiu em Paris de 1965 até 1977, tendo sido bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian em 1967-1968, e de regresso a Portugal, em 1977, foi professor na Escola António Arroio.

Tem vindo a apresentar, desde 1982, diversas realizações e projetos, nomeadamente "Deserto I (Projeto)", Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa (1982); "Quadrado em Azul Profundo", Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (2010); "Professores", Fundação Calouste Gulbenkian (2010); "A Dança dos Pirilampos", Chiado 8 -- Arte Contemporânea, Lisboa (2011); "É", Sismógrafo, Porto (2015).

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