Parlamento aprova campanha nacional de esterilização de animais de companhia

A Assembleia da República aprovou hoje um projeto de resolução do PAN recomendando ao Governo a promoção de uma campanha nacional de esterilização dos animais de companhia, junto de famílias com dificuldades económicas.

Com votos favoráveis de todas as bancadas à exceção das abstenções de PSD e CDS-PP, o texto defende a afetação de, "pelo menos", meio milhão de euros para esta ação, "em articulação com a Ordem dos Médicos Veterinários e com os municípios".

Já a resolução do BE no mesmo sentido, só obteve aprovação do seu segundo ponto também para sensibilizar autarquias e veterinários a favor da esterilização para controlar a eventual sobrepopulação destes animais, igualmente com abstenções de PSD e CDS-PP.

O primeiro ponto do texto bloquista, que previa 800 mil euros "para a esterilização de animais errantes", foi rejeitado pelos votos contra do PS, abstenções de PSD e CDS-PP e votos favoráveis dos restantes partidos.

Outro projeto de resolução do PAN, apelando ao executivo socialista para proibir a utilização pecuária do medicamento veterinário "dicoflenac" - que está em avaliação pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) -, foi aprovado por PAN, BE e PEV, registando-se abstenções de PSD, PS, CDS-PP e PCP.

A referida substância provoca, segundo diversos estudos, insuficiência renal aguda e consequente morte de aves necrófagas, como abutres e águias, por exemplo, que se alimentem de outros animais tratados com "dicoflenac".

Na sessão plenária foi também aprovado um texto do PEV - pela reposição da praia fluvial de Sejães (Oliveira de Frades), destruída pelo empreendimento hidroelétrico de Ribeiradio-Ermida -, apenas com o voto contra da bancada social-democrata.

Somente com a abstenção do PS, o parlamento aprovou também duas resoluções para obras urgentes de requalificação da Escola Secundária de Alpendorada (Marco de Canaveses) apresentadas por PSD e CDS-PP e cinco referentes à reabilitação da Escola Básica Vallis Longus (Valongo) da autoria de PSD, BE, CDS-PP, PCP e PEV.

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.