Em declarações à agência Lusa, o autarca João Manuel Esteves (PSD) adiantou que a criação do Museu da Água ao ar livre implicou "um conjunto de intervenções, ao longo do rio Vez, que permitem a interpretação das suas diferentes valências"..João Manuel Esteves destacou os 20 quilómetros da ecovia construída nas margens daquele curso de água que são o "elo de ligação entre todos os pontos de interesse", permitindo facilidade no acesso à visitação.."Penso que será dos poucos museus ao ar livre dedicado a um rio", disse. .A primeira fase do museu da água ao ar livre centra-se no troço do rio Vez, situado entre a sede do concelho e a freguesia de Vilela, e que pretende promover o património ambiental (flora e fauna), arquitetónico e etnográfico associado ao Rio Vez e seus afluentes..O projeto, que abre portas, no sábado, pelas 10:00, representou um investimento de cerca de 350 mil euros, financiado pelo programa operacional Norte 2020..Além da sinalização do património construído nas margens, o museu inclui, ao longo do trajeto, painéis informativos sobre a fauna, flora e ecologia do ecossistema ribeirinho, bem como do seu património construído e da sua história..Dos 13 açudes existentes no rio Vez, nove foram intervencionados ao abrigo projeto museológico, "recuperando uma das suas funcionalidades, ou seja, diminuir a energia da corrente do rio, minimizando deste modo o poder erosivo sobre as suas margens". ."Em alguns deles o espelho de água serve para a instalação de pequenas zonas de lazer que permitirão o usufruto da beleza paisagística deste rio", sustentou. .Observatórios de fauna "para conhecer ?in loco' a fauna que habita neste ecossistema ribeirinho, um deles, instalado a oito metros de altura, em Santar, permite fotografar as espécies que por ali passam". .O projeto museológico inclui ainda o Fluvivez, centro de acolhimento e informação, é a porta de entrada do Museu da Água ao ar livre..Dotado de um equipamento multimédia, o Fluvivez tem como missão "dar a conhecer aos visitantes a história do rio e desafia-los a conhecer, no terreno, o seu património". O museu completa-se com dois postos, em Sabadim e Santar, para apoiar atividades de educação ambiental..Com a criação do museu, o município pretende "potenciar o aumento do número de visitantes, dinamizando a hotelaria, a restauração, as empresas de prestação de serviços ligadas ao ambiente e ao comércio"..Numa segunda fase, o projeto incidirá no troço do rio entre a freguesia de Vilela e a aldeia de Sistelo, com um montante de investimento idêntico ao da primeira fase.."Estamos a aguardar a abertura de uma linha de financiamento para concretizar essa segunda fase, que completará o museu da água ao ar livre. O investimento deverá rondar os 300 mil euros", referiu João Manuel Esteves..A aldeia de Sistelo, reconhecida pelo Estado Português como Paisagem Cultural, está encaixada no fundo de um vale, situado às portas do Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG), e integra a Rede Natura..Para João Manuel Esteves, o museu de água ao ar livre vai "reforçar, renovar e ampliar o papel de Arcos de Valdevez como porta da mais importante reserva da biosfera existente no noroeste peninsular - o Parque Nacional Peneda-Gerês /Parque Transfronteiriço Gerês/Xurés", sustentou o autarca. .Com a criação daquele museu, aquele concelho do Alto Minho "pretende preservar o mais possível as condições naturais do território e as marcas da atividade humana que, durante séculos, soube, de uma forma equilibrada, tirar partido da água e dos ecossistemas que lhe estão associados, transformando este vasto património em pilar do desenvolvimento socioeconómico do concelho".