MPT elege Manuel Ramos presidente em Congresso extraordinário

Redação, 25 jun 2019 (Lusa) -- Um Congresso extraordinário do MPT elegeu como presidente Manuel Ramos, e José Inácio Faria como presidente do Conselho Nacional, uma reunião magna realizada no fim de semana em Lisboa e hoje divulgada.

De acordo com uma nota do Partido da Terra-MPT, o XI Congresso Nacional Extraordinário do partido, que decorreu no sábado num hotel de Lisboa, "elegeu por unanimidade" Manuel Ramos como líder e José Inácio Faria presidente o Conselho Nacional para os próximos três anos.

A realização deste congresso não foi divulgada previamente à comunicação social.

"Na sequência do Acórdão 656/2018 do Tribunal Constitucional, que recusou a anotação dos órgãos eleitos no X Congresso, a direção eleita na reunião magna do passado sábado, que decorreu sob o mote 'Reconstruir o futuro', pretende devolver o partido aos seus filiados e apoiantes, resgatar o legado histórico dos seus fundadores e reconquistar o seu eleitorado que, desde há vinte e seis anos, se revê nos princípios e valores ecologistas e humanistas do Partido da Terra -- MPT", lê-se no comunicado hoje divulgado.

Em abril, o MPT, partido que em 2014 elegeu Marinho e Pinto e José Inácio Faria como deputados ao Parlamento Europeu, anunciou que não iria apresentar-se às eleições europeias em listas próprias, nem integraria "coligações, plataformas ou alianças com esse fim".

Na altura, o partido divulgou um comunicado em que justificava não ter sido possível "em tempo útil" a anotação pelo Tribunal Constitucional da direção nacional eleita no XIII Congresso Nacional Extraordinário do partido, "condição necessária" para que pudesse apresentar candidaturas ao Parlamento Europeu.

"A necessidade de tal eleição decorreu da não anotação, plenamente justificada pelo Tribunal Constitucional, dos corpos diretivos eleitos no X Congresso Nacional realizado no dia 10 de fevereiro de 2018. Essa anotação não poderia de forma alguma ser feita, dadas as irregularidades processuais cometidas pela anterior direção durante o referido X Congresso", acrescenta.

José Inácio Faria criticou nessa altura uma "tentativa de golpe palaciano" da direção do MPT que pediu a abertura de um processo disciplinar, alegando "uma atuação conspirativa".

A Comissão Política Nacional do MPT revelou então ter pedido a abertura de um processo disciplinar "em face da gravidade da atuação conspirativa" e "violação clara dos estatutos", como a apropriação da base de dados do partido para a divulgação de um comunicado "denegrindo a direção nacional" e o facto de ter "abusivamente" assinado textos como presidente.

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