Ministro da Cultura lamenta morte do pintor Pedro Olayo, de 87 anos

O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, manifestou hoje pesar pela morte do artista Pedro Olayo (filho), no sábado, em Coimbra, sublinhando o seu trabalho sobretudo como espatulista e aguarelista.

Numa nota de pesar, o ministro recorda que Pedro Olayo, de 87 anos, se destacou "dentro de um registo paisagístico, com vistas urbanas, campestres ou marinhas, por vezes retratando gentes nos seus labores e lugares pitorescos".

Nascido em Coimbra - o pintor tinha completado 87 anos a 02 de setembro último - teve como mestres José Contente e Edmundo Tavares.

"O seu trabalho, fortemente influenciado por grandes mestres europeus da pintura impressionista, aliado ao seu olhar curioso e insatisfeito, à experimentação e à permanente investigação, inspiraram a sua obra e consagraram-no no mundo das artes", destaca ainda o ministro Luís Filipe Castro Mendes na nota de pesar hoje divulgada.

Pedro Olayo estudou em Itália e em França, tendo aprofundado os estudos sobre os grandes mestres da pintura impressionista em Paris, realizando exposições ao ar livre que chamaram a atenção da crítica.

Em Itália, estudou Belas Artes na Academia Aráldica Internacionale Il Marzocco, em Firenze, afirmando-se como espatulista e aguarelista.

Em julho deste ano, a Câmara Municipal de Coimbra anunciou que uma sala do Convento São Francisco iria passar a chamar-se sala de exposições Pedro Olayo (filho), artista que recebeu nesse momento uma medalha da autarquia.

"Espatulista de valor europeu, Pedro Olayo afirma-se igualmente na aguarela. As obras do pintor resultam de uma profunda introspeção que assinala o resultado de uma elaboração mental conscienciosa, mergulhada em vertentes indispensáveis à obra de vulto. Pedro Olayo, sempre insatisfeito, valoriza, no dia-a-dia, a criação que pinta, estando os seus quadros repletos das virtuosidades da inovação", pode ler-se no comunicado da Câmara Municipal de Coimbra publicado na altura.

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