Ministro da Agricultura quer reforço da produção familiar em Angola

O ministro da Agricultura e Florestas de Angola, Marcos Alexandre Nhunga, reconduzido no cargo pelo novo chefe de Estado, João Lourenço, prometeu hoje uma aposta no setor agropecuário, dando prioridade à produção agrícola e reforçando o apoio à produção familiar.

Falando em Luanda, na cerimónia de apresentação, entre outros, a empresários e parceiros do setor, Marcos Alexandre Nhunga transmitiu a aposta do Governo na produção nacional de milho, soja, arroz e feijão.

"Consideramos serem estas culturas fundamentais para alavancar o setor agropecuário. Sendo estas culturas de alto interesse e de grande importância a nível mundial, vamos dar uma atenção especial as estas 'commodities'", disse o ministro.

Potenciar os camponeses em regime de produção familiar com meios e ferramentas está igualmente na agenda: "Com mais charruas de tração animal, mais enxadas, catanas, fertilizantes, sementes de melhor qualidade e mais produtivas, mais apoio técnico, com uma presença ativa junto das comunidades ajudando na melhoria das técnicas de produção", afirmou.

Números governamentais recentes indicam que mais de dois milhões de famílias angolanas vivem da agricultura, setor que emprega no país 2,4 milhões de pessoas e que conta com 13.000 explorações empresariais.

Questões como a produção de sementes, propágulos e mudas de qualidade, ou o acesso ao crédito e seguro agrícola deverão, no entender do governante, "merecer um estudo mais aprofundado" para "rapidamente" ser delineada "uma estratégia que venha a ajudar e incentivar realmente o investimento privado" neste setor.

Para o ministro da Agricultura e Florestas, neste novo ciclo político do país, o seu setor vai dedicar atenção especial à pecuária, dando prioridade ao setor avícola com o contínuo aumento da produção de ovos e frangos de corte.

"Fomentar a criação, junto ao setor familiar, de pequenos ruminantes, permitindo deste modo a melhoria da dieta alimentar e facilitar o acesso das nossas populações à proteína animal", sublinhou.

Ainda segundo o governante, o gado bovino para produção leiteira deverá merecer uma estratégia que permita o repovoamento célere e sustentado nas regiões pecuárias já previstas, ao abrigo da estratégia de diversificação nacional e fomento das exportações.

"Assim como a redinamização dos matadouros procurando que a atividade se desenvolva ininterruptamente", observou Marcos Nhunga.

No domínio do subsetor do café, Marcos Alexandre Nhunga assegurou que esta cultura "deverá ser vista como um meio de entrada de divisas importante" e que deverá merecer atenção redobrada.

"Já que o mercado mundial é bastante atrativo, com o café deveremos apoiar e dinamizar a cultura do palmar e do cacau", acrescentou.

Na exploração florestal, a atividade deverá obedecer a "três importantes instrumentos" que visam "disciplinar a gestão das florestas", casos da nova Lei de Bases de Florestas e Fauna Selvagem, o Plano de Medidas para Melhorar a Gestão dos Recursos Florestais e o inventário florestal.

"Outrossim, devemos prestar uma atenção particular à reestruturação da fiscalização florestal", apontou.

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