"Considerando que a situação epidémica de sarampo nas Filipinas é a mais grave, os empregados domésticos naturais das Filipinas são o primeiro grupo selecionado pelos Serviços de Saúde para fazer a pesquisa de anticorpos contra o sarampo", apontaram, em comunicado, os Serviços de Saúde de Macau..Só nas Filipinas, pelo menos 261 pessoas, sobretudo crianças, morreram este ano na sequência deste surto, com especialistas a alertar que cerca de 2,6 milhões de crianças continuam em risco de contrair a doença..Na região vizinha, Hong Kong, há já mais de 30 casos confirmados, o dobro do número de casos registados em 2018, de acordo com o jornal South China Morning Post (SCMP)..As autoridades de Macau identificaram hoje mais um caso de sarampo, elevando para 27 os casos confirmados desde o início do ano, razão que levou as autoridades do território a apelarem para que os filipinos, mais de 32 mil em Macau, se inscrevam voluntariamente, a partir de quarta-feira, numa pesquisa para um total de 100 pessoas, "e posteriormente iniciar-se-á a pesquisa a trabalhadores não residentes de Macau de outros grupos".."Tendo em conta um aumento exponencial do risco de infeção de sarampo resultado da ocorrência de diversos surtos detetados um pouco por todo o mundo há, também, um aumento significativo do risco de transmissão de sarampo em Macau", lê-se no comunicado..Por essa razão, e pelo facto de a "esmagadora maioria dos trabalhadores não residentes de Macau ser "proveniente de regiões onde existem áreas epidémicas de sarampo nomeadamente no Sudeste Asiático e no Sul da Ásia", há uma necessidade de "dados concretos da situação imunitária dessas pessoas"..As autoridades de Macau apelaram assim aos filipinos que não tenham sido vacinados há menos de um mês que participem voluntariamente nesta pesquisa.