Leiria avança com plano para combater efeitos das alterações climáticas

Oito territórios no concelho de Leiria são considerados como vulneráveis prioritários aos efeitos das alterações climáticas e para minimizar o impacto o município aprovou na terça-feira o Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas de Leiria (PMAAC-L).

O plano é o segundo do género a avançar em Portugal, avança o município em comunicado, e resulta da investigação científica que identifica riscos e aponta medidas que reduzam os efeitos dos fenómenos climáticos extremos, resultantes do aquecimento global.

O aumento da média da temperatura do ar, a diminuição do nível de precipitação, as secas mais frequentes e severas e subida do nível do mar são as principais ameaças identificadas no concelho de Leiria, apontando o PMAAC-L oito zonas passíveis de sofrerem mais ao final do século XXI.

O centro histórico de Leiria e os bairros de Sismaria e Quinta do Alçada, a praia do Pedrógão, Ponte das Mestras, Monte Real e as zonas hidroagrícola do vale do Lis, interior/serra e do Pinhal Litoral perspetivam-se como os territórios mais vulneráveis às alterações climáticas.

O plano prevê 22 medidas de ação, 103 linhas de intervenção e 54 ações prioritárias com que a Câmara de Leiria pretende reduzir a emissão de gases com efeito de estufa para a atmosfera e adaptar aqueles territórios para minimizar as consequências negativas das alterações climáticas e potenciar as positivas, avança o documento.

Entre as ações previstas estão intervenções urbanísticas de amenização térmica, criação de espaços verdes, reforço do cordão dunar ou alimentação artificial de areias, entre outros.

Segundo a nota divulgada pelo município de Leiria, "a comunidade científica defende que Portugal se encontra entre os países europeus com maior vulnerabilidade aos impactes das alterações climáticas".

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